• Home
  • Geral
  • Educação Escolar Indígena: conheça programas e ações do MEC

Educação Escolar Indígena: conheça programas e ações do MEC

A Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE) organiza a oferta da educação escolar indígena por meio de Territórios Etnoeducacionais (TEEs). Em 2026, foram pactuados 52 territórios. O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) acompanha a constituição das Comissões Gestoras dos Territórios Etnoeducacionais (CGTEEs), responsáveis pela elaboração e pelo acompanhamento dos respectivos planos de ação, conforme a Portaria MEC nº 35/2026.

TEE – Os Territórios Etnoeducacionais são a base do planejamento, da organização e da pactuação federativa da oferta da educação escolar indígena nos respectivos territórios, de acordo com o estabelecido na Portaria MEC nº 539/2025.

Formação inicial e continuada – O Programa de Apoio à Formação Superior e Licenciaturas Interculturais Indígenas (Prolind) contempla ações voltadas à formação de professores indígenas. Na Ação Saberes Indígenas na Escola, baseada na Portaria nº 98/2013, se destina a promover a formação continuada de professores da educação escolar indígena, especialmente daqueles que atuam nos anos iniciais da educação básica em escolas indígenas.

Atualmente, o Prolind apoia 20 Instituições de Ensino Superior (IES) e atende 40 instituições indígenas nos 52 Territórios Etnoeducacionais (TEEs) por meio da oferta de cursos de licenciatura voltados à formação de professores indígenas, valorizando as línguas maternas e a cultura de cada povo. A ação também oferta cursos específicos de formação continuada para professores indígenas que atuam, preferencialmente, nos anos iniciais do ensino fundamental.

PDDE Equidade – Entre 11 de maio e 3 de julho de 2026, 1.611 instituições públicas de ensino aderiram ao Programa Dinheiro Direto na Escola Equidade – Territórios Etnoeducacionais (PDDE-TEE).

O PDDE Equidade prevê a transferência anual de recursos financeiros suplementares às escolas públicas de educação básica das redes estaduais, municipais e distrital, conforme as regras do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE).

Salas de Recursos Multifuncionais – Do total de 6.795 instituições públicas de ensino, 230 escolas indígenas aderiram ao PDDE Equidade – Salas de Recursos Multifuncionais, modalidade do PDDE Equidade destinada à aquisição de materiais pedagógicos, equipamentos e tecnologias assistivas para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).

PDDE Água – Ao longo deste ano, 188 escolas indígenas aderiram ao PDDE Água, Esgotamento Sanitário e Infraestrutura nas Escolas do Campo, Indígenas e Quilombolas.

A iniciativa prevê recursos destinados à infraestrutura de escolas públicas de educação básica localizadas em áreas rurais, incluindo escolas do campo, indígenas e quilombolas.

Novo PAC – O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) registrou, no primeiro trimestre de 2026, a formalização de 113 propostas voltadas à infraestrutura de comunidades tradicionais, com autorização para a construção e ampliação de até 117 escolas indígenas em todo o Brasil.

Os recursos foram destinados com amparo na Resolução nº 12/2026, vinculada à Política Nacional de Educação Escolar Indígena.

Ação emergencial – Há acordo de cooperação com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para ações voltadas à construção de escolas na Terra Indígena Yanomami, à formação continuada de professores das etnias Yanomami e Ye’kwana e à oferta do curso de magistério técnico indígena.

As ações são integradas a projetos de extensão da Escola de Arquitetura e da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG. A iniciativa conta com a parceria da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e é desenvolvida conjuntamente pela UFMG e por instituições de ensino superior do Amazonas e de Roraima.

Partiu IF – O programa tem como público prioritário estudantes indígenas e demais públicos contemplados pela Lei nº 12.711/2012 (Lei de Cotas). Em 2026, registra matrículas de estudantes indígenas em todas as regiões do país.

O Partiu IF promove a igualdade de oportunidades e reúne estudantes de uma ampla diversidade de povos e etnias indígenas, entre eles: Baré, Tukano, Baniwa, Kokama, Munduruku, Apurinã, Mura, Desana e Tariano, na Região Norte; Guajajara, Akroá-Gamela, Potiguara, Xukuru, Pankararu, Pankará e Atikum, no Nordeste; Terena, no Centro-Oeste; Macuxi e Wapichana, em Roraima; além de Kaingang, no Sul; e Tupinikim, no Sudeste.

A presença de estudantes oriundos de diferentes povos indígenas evidencia o alcance em comunidades historicamente excluídas dos espaços educacionais, o que amplia o acesso, a permanência e a valorização da diversidade étnica e cultural nas instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

CPOP – A Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) conta com 14 cursinhos voltados aos povos indígenas, distribuídos em sete estados e nas cinco regiões do Brasil.

Os cursos são oferecidos desde 2026 em municípios com presença de povos indígenas.

Universidade Indígena – O MEC, em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), desenvolve a autonomia dos povos indígenas por meio da oferta do ensino, da pesquisa e da extensão sob uma perspectiva intercultural, após a inauguração da Universidade Federal Indígena (Unind).

Desde 2025, a iniciativa é voltada à formação de quadros técnicos capazes de atuar em áreas estratégicas para o desenvolvimento dos territórios indígenas.

Sobre a política – Conforme estabelece o Decreto nº 6.861/2009, a Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais tem como finalidade:

  • implantar a governança da educação escolar indígena organizada em Territórios Etnoeducacionais;
  • fomentar a formação inicial e continuada e a profissionalização de professores indígenas;
  • fomentar a produção, a avaliação e a distribuição de materiais didáticos e literários;
  • fomentar a infraestrutura física, tecnológica e pedagógica das escolas indígenas;
  • induzir o acesso e garantir a permanência de estudantes indígenas na educação básica e no ensino superior;
  • reconhecer, valorizar e difundir os saberes indígenas;
  • monitorar a oferta da educação escolar indígena.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)

Fonte da Notícia

VEJA MAIS

‘Há uma ebulição de novas visões jurídicas sobre big techs’

‘Há uma ebulição de novas visões jurídicas sobre big techs’ Clique aqui para acessar a…

Estudo sobre consumo de alimentos ultraprocessados na infância busca voluntários

Objetivo do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP é validar ferramenta…

O caso Casas Bahia e o espelho que o turismo precisa encarar

O pedido de recuperação judicial das Casas Bahia não é apenas a notícia de uma…