A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou as novas regras de arbitragem no futebol brasileiro e que já devem ser adotadas de maneira imediata nas principais competições organizadas pela entidade como as Séries A e B do Brasileirão, Copa do Brasil e Feminino A1. As medidas foram aprovadas em votação envolvendo representantes dos clubes e estipulado pela Comissão de Arbitragem.
Conforme apurações do Aratu On junto à CBF, a reunião marcou o início das discussões sobre o novo regulamento para a temporada de 2027. O setor de arbitragem deve receber investimentos de R$ 200 milhões entre 2026 e 2027.
O Brasileirão gerou 1,8 bilhão de euros na temporada 2024/2025. O valor fica distante da arrecadação de ligas europeias como a Premier League (7,5 bilhões), La Liga (5,7 bilhões) e Bundesliga (5,5 bilhões). Para mudar este quadro, a entidade foca na modernização das diretrizes.
Confira quais regras de arbitragem aprovadas:
Cinco segundos para arremesso lateral: Contagem iniciada assim que o atleta segura a bola com as mãos.
Cinco segundos para tiro de meta: Cobrança dentro do prazo após o apito; descumprimento concede escanteio ao adversário.
Dez segundos para substituição: Saída obrigatória pelo ponto mais próximo do campo sem caminhada.
Um minuto fora após atendimento: Atleta assistido no gramado precisará aguardar um minuto antes de retornar.
Atendimento ao goleiro: Após socorro ao camisa 1, um jogador de linha indicado pelo técnico cumpre um minuto fora.
Diálogo exclusivo: Apenas o capitão da equipe tem permissão para conversar com o árbitro.
Protocolo Vini Jr: Tapar a boca intencionalmente para discutir com o adversário acarreta cartão vermelho.
Revisão de segundo amarelo: O VAR passa a revisar lances que resultem no segundo cartão e consequente expulsão.
VAR em escanteios (previsto para 2027): Reversão da marcação de tiro de canto caso a checagem seja imediata e não atrase a partida.

O que a CBF quer mudar
Um dos pontos que a CBF busca corrigir é o aumento do tempo de bola rolando nas partidas. Em parceria com a CBF Academy, a entidade reuniu seu corpo técnico para entender os pontos que podem resultar no aumento desta média. Daí surgiu o relatório “Tempo de Bola Rolando no Futebol Brasileiro”, com um diagnóstico inédito sobre o tema, embasado por dados fornecidos pela empresa OPTA Stats Perform.
Em 2026, até a parada para a Copa do Mundo, o tempo médio de bola rolando na Série A do Brasileirão era de 52 minutos e 54 segundos, distante da meta da FIFA de 60 minutos de bola rolando. Nenhuma das grandes ligas mundiais consegue chegar a esta minutagem: a Premier League registra 55:23, a Ligue 1 56:17 (mesmo tempo da Bundesliga), La Liga 55:09 e Serie A, 54:28 (dados considerando a temporada 2026).
Comparando outros dados do futebol brasileiro com os das ligas internacionais, o estudo identifica formas de recuperar aproximadamente 6 minutos e 22 segundos de bola rolando por jogo, ajustando itens como a marcação de faltas, o tempo levado para reposição da bola em jogo, a duração dos atendimentos médicos e as checagens de VAR e impedimento semiautomático.
Siga a gente no Insta, Facebook, Bluesky e X. Envie denúncia ou sugestão de pauta para (71) 99940 – 7440 (WhatsApp).
