Dois adolescentes pularam o muro de uma escola em Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, e causaram tumulto no ambiente escolar nesta segunda-feira (24). Os menores, de 12 e 14 anos, teriam entrado no CAIC, no bairro Monte Alegre, para encontrar uma professora de quem sentiam saudades.
A ocorrência mobilizou a Polícia Militar e o Conselho Tutelar. Nesta terça-feira (25), a secretária de Educação, Carin Krug, esclareceu o episódio e negou que os menores estivessem armados ou que tivessem cometido furto ou vandalismo.
De acordo com Carin, após receber informações da direção da escola, foi constatado que os dois não portavam facas ou qualquer outro objeto que pudesse representar uma ameaça.
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Polícia Militar foi chamada para atender a ocorrência de perturbaçãoFoto: Brayan Brum/NDTV RECORDAdolescentes invadem escola após pularem muro para rever professora de quem ‘sentiam saudades’ em Camboriú
Um dos menores é aluno da Escola Maria Terezinha. O outro estava abrigado no Lar Marina e teria deixado a instituição sem autorização por estar com saudade da família. Conforme o relato repassado pela direção, os dois se encontraram na rua e decidiram ir até o CAIC para rever a professora e permanecer algum tempo na escola.
“Os dois meninos teriam pulado o muro do CAIC com a intenção de entrar na escola e encontrar uma professora pela qual sentiam saudades”, explica a prefeitura de Camboriú.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de perturbação na unidade de ensino. Durante o atendimento, os policiais identificaram que os adolescentes também estavam em situações que exigiam acompanhamento da rede de proteção.
O adolescente de 12 anos relatou que havia deixado, cerca de cinco dias antes, a instituição de acolhimento onde estava e vinha permanecendo na casa de amigos. Já o adolescente de 14 anos relatou dificuldades na convivência familiar e afirmou ter sido vítima de possíveis agressões no ambiente doméstico.
Os menores, de 12 e 14 anos, teriam entrado no CAIC, no bairro Monte AlegreFoto: Divulgação/ND MaisDiante das informações, os responsáveis foram acionados e a PM fez contato com o Conselho Tutelar. O órgão também esteve presente e conversou com as famílias, que foram orientadas sobre o ocorrido.