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SUS inicia substituição gradual da insulina NPH pela glargina para grupos prioritários

O Ministério da Saúde iniciou a estratégia nacional para a transição gradual da insulina humana NPH para a insulina análoga de ação prolongada glargina na Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida busca ampliar o acesso ao medicamento e oferecer novas possibilidades terapêuticas para o controle do diabetes.

As orientações estão estabelecidas na Nota Técnica Conjunta nº 169/2026, que define critérios, etapas e cuidados para que a substituição seja realizada de forma segura, sempre mediante avaliação individual, prescrição médica e acompanhamento contínuo das equipes de saúde.

Nesta primeira etapa, a estratégia contempla crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes mellitus tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2. Após avaliação clínica e indicação médica, a insulina glargina deverá ser disponibilizada pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Por apresentar ação prolongada, a insulina glargina pode, em muitos casos, ser administrada uma vez ao dia. Sua utilização pode favorecer maior estabilidade no controle da glicemia, reduzir o risco de episódios de hipoglicemia e facilitar a adesão ao tratamento, especialmente entre pacientes que apresentam dificuldades com os esquemas atuais.

A Associação Médica Brasileira (AMB) destaca que a ampliação do acesso a opções terapêuticas pelo SUS representa um avanço importante na assistência às pessoas com diabetes. A entidade ressalta, entretanto, que a mudança não deve ser realizada de maneira automática ou indiscriminada.

A definição do tratamento mais adequado deve permanecer baseada na avaliação médica, considerando as condições clínicas, o histórico de controle glicêmico, o risco de hipoglicemia, a rotina e as necessidades específicas de cada paciente. Pessoas que apresentam bom controle com a insulina NPH não devem modificar o tratamento sem orientação de seu médico.

A implantação será realizada de forma progressiva e articulada entre União, estados e municípios. Nesse processo, também será fundamental assegurar aos pacientes e familiares informações adequadas sobre aplicação e armazenamento da insulina, ajuste de doses, monitoramento da glicemia e identificação de sinais de hipoglicemia.

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