Presidente americano afirmou que processo de “enchimento” começará “muito em breve” e classificou o crudo como “um presente da Venezuela para o povo americano”.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (30) que o petróleo obtido por meio do acordo com a Venezuela será destinado ao reabastecimento da Reserva Estratégica de Petróleo do país. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o processo começará “muito em breve” e criticou o antecessor, Joe Biden, por ter deixado as reservas “praticamente vazias”.
“Uma das coisas que vou fazer com o petróleo venezuelano é encher as Reservas Estratégicas Nacionais que, por culpa do dorminhoco Joe Biden, ficaram praticamente vazias. O processo de ‘enchimento’ começará muito em breve, e é um presente da Venezuela para o povo dos Estados Unidos. Obrigado!”, escreveu o mandatário.
Acordo bilionário
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O anúncio ocorre dois dias após Trump ter classificado o acordo com a Venezuela como “o maior acordo petrolífero da história mundial”. O pacto, negociado pelos secretários de Estado Marco Rubio e de Defesa Pete Hegseth, além da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, garante aos EUA o controle de 55% da produção efetiva da nova companhia formada entre os dois países, por meio de participação acionária e direito de compra de petróleo a preço de custo.
O acordo prevê o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com potencial de 65 bilhões de barris de petróleo, e deve atrair investimentos de US$ 100 bilhões, com mais de US$ 209 bilhões em impostos para a Venezuela. Segundo apuração, o petróleo venezuelano será destinado tanto à reserva estratégica quanto às Forças Armadas americanas.
Reservas em baixa histórica
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As reservas estratégicas dos EUA estão em torno de 290 milhões de barris, uma redução de cerca de 225 milhões em relação à primavera americana, o menor nível desde 1983. O governo americano recorreu ao estoque de emergência devido ao conflito com o Irã, que completou seis meses sem solução.
Reações na Venezuela
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, defendeu o acordo em discurso televisionado neste domingo, afirmando que a soberania do país está garantida e que as reservas petrolíferas “deixarão de ser uma estatística inerte e fria para se tornarem soluções concretas”. Segundo ela, o acordo terá vigência de 25 anos e objetivo de produção superior a 1,5 milhão de barris diários.
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Nem todos na Venezuela, no entanto, receberam a notícia com entusiasmo. O professor de Harvard Ricardo Hausmann, ex-ministro de Planejamento venezuelano, classificou o pacto como “vergonhoso” e afirmou em redes sociais que “os venezuelanos não vão respeitar” o acordo.