Centenas de motoentregadores de aplicativos realizaram uma paralisação na cidade de São Paulo nesta terça-feira (1º).
O movimento, entitulado ‘Breque Geral dos Apps’, cobrou o pagamento de uma taxa fixa de R$ 2,50 por quilômetro rodado e a melhoria das condições de trabalho oferecidas pelas empresas de tecnologia como Ifood, Uber e 99.
A mobilização começou por volta das 11h30 na Praça Charles Miller, no bairro do Pacaembu. Nas redes sociais, o grupo pediu aderência de todos os entregadores, incluindo aqueles que não concordavam com o movimento.
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“Estamos reunidos em prol a categoria, a massa inteira. E para os trutas que estão querendo trampar, breca o aplicativo. Essa briga é por vocês também, independente de estar vindo contra nós. Se melhorar pra nós, vai melhorar pra vocês”, disse um manifestante.
“Nós precisamos acabar com a semana turbinada, o mais entrega. Ou tá bom pra você. R$ 3,50 tá bom pra você? Todo dia morre 30 motoboy no Brasil todo. Só no ano passado foram 475 mortes dentro de São Paulo. Essas plataformas estão com sangue dos trabalhadores derramado em suas mãos”, disse outro manifestante destacando que o ato é pacífico e regulamentado com ofícios e amparo da segurança pública.
Da praça, os manifestantes seguiram em percurso pelas vias do Centro de São Paulo e pela Avenida Paulista.
Impacto no serviço com paralisação dos entregadores
Durante o protesto, os organizadores orientaram os entregadores a permanecerem desconectados dos aplicativos e a recusarem o recebimento de novas chamadas.
A interrupção deliberada da atividade reduziu a disponibilidade de profissionais nas plataformas, em especial no horário do almoço.
Segundo a Veja SP, trabalhadores divulgaram capturas de tela que mostravam acréscimos de até R$ 9 por entrega na região de Perdizes, na Zona Oeste, programados especificamente para o período entre 11h49 e 13h desta terça. A proposta, segundo os manifestantes, era desmobilizar o ato minimizando os impactos.
Ao Portal UOL, o entregador e líder entre os manifestantes, Júnior Freitas, disse ter protocolado notícia-crime contra o 99Food e Keeta, alegando que as empresas disponibilizaram valores promocionais para os entregadores no momento da greve, a fim de estimular o retorno dos motoapps parceiros.
Como as empresas reagiram à paralisação dos motoentregadores de aplicativo?
A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa Ifood, 99 e Uber, disse em nota que as empresas associadas mantêm canais de diálogo com os motoristas e entregadores e respeitam o direito a manifestações pacíficas. A instituição declarou que busca ampliar as oportunidades de renda e melhorar as condições de trabalho da categoria.
A Amobitec afirmou também que defende a criação de uma regulamentação específica para o trabalho por meio de plataformas. De acordo com a associação, a medida tem o objetivo de assegurar proteção social aos trabalhadores e garantir segurança jurídica para a atividade.