A Polícia Federal esclareceu oficialmente que não há nenhuma criança brasileira entre as 163 pessoas resgatadas recentemente nos Estados Unidos.
A confirmação, baseada em informações das autoridades norte-americanas, afasta a hipótese de que Ágatha Isabela Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos — irmãos desaparecidos desde janeiro na cidade de Bacabal (MA) — estivessem entre as vítimas.
A suspeita sobre o paradeiro das crianças ganhou força após a Operação Statewide Shield, uma força-tarefa realizada na Flórida entre os dias 17 e 21 de agosto, que desarticulou esquemas de tráfico humano e resgatou vítimas de 2 meses a 17 anos.
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Interpol ofereceu apoio à mãe de irmãos desaparecidos
Dias após a operação, uma sinalização de ajuda da Interpol à família dos irmãos desaparecidos trouxe esperança de encontrá-los em território norte-americano.
A agência internacional ofereceu ferramentas de busca integradas em mais de 150 países. O consulado brasileiro também atuou para tentar confirmar a nacionalidade das crianças resgatadas, que se encontravam debilitadas e dependiam de exames clínicos e periciais para identificação oficial.
Para formalizar o apoio nas investigações, Clarice, mãe das crianças, viajou a São Luís nesta quarta-feira (9) para uma reunião no escritório da Interpol, localizado na sede regional da Polícia Federal.
A advogada da família, Nathaly Moraes, afirmou que o suporte da organização e do Núcleo de Cooperação Internacional é essencial para destravar as buscas, que estavam paralisadas por falta de pistas.
Nesta quarta-feira, a criminalista reagiu à informação da PF e declarou que a família ainda não foi notificada oficialmente.
“Se for verdade, não repassaram pra nós até o momento. Não recebemos nenhuma notificação formal. Se for verdadeira, a nossa resposta é: não vamos para. Vamos movimentar tudo o que for possível. Ninguém para até que essas crianças sejam encontradas”, disse.
Apesar da nova frente de investigação e do apoio internacional, a declaração da Polícia Federal encerra as especulações envolvendo o resgate nos Estados Unidos, e o caso das crianças maranhenses segue sem solução.
Outro caso na mira da Interpol: criança desaparecida no Rio de Janeiro
Além do caso no Maranhão, a Polícia Federal atua em outras frentes de cooperação internacional para localizar desaparecidos.
Nesta quarta-feira (9), a corporação formaliza um pedido à Interpol para acionar o alerta de Difusão Amarela nas buscas por uma criança que sumiu no dia 4 de janeiro de 2024, na Praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ).
A medida avançou após a mãe da vítima entrar em contato com as autoridades. A partir desse acionamento, o Núcleo de Cooperação Policial Internacional (NCI/PF/RJ) iniciou os trâmites legais e solicitou, também nesta quarta-feira, que a família entregue a documentação necessária para oficializar o pedido junto ao órgão internacional.