Os funcionários da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira (10).
A decisão foi tomada no início desta semana, quando os bancários e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) assinaram, em São Paulo, a renovação da CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) da categoria. Na ocasião, trabalhadores de instituições privadas e do Banco do Brasil aprovaram a proposta.
O acordo garante a reposição integral da inflação, acrescida de aumento real de 0,6% nos próximos dois anos, aplicado aos salários e a todas as demais verbas remuneratórias, como VA (Vale-Alimentação), VR (Vale-Refeição), PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e auxílios.
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A renovação da Convenção Coletiva também prevê medidas de combate ao adoecimento mental e ao assédio, o direito à desconexão fora do horário de trabalho, regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos trabalhadores, além de um programa de qualificação e recolocação profissional.
As informações são do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região.
O que a Caixa reivindica
Enquanto os bancos privados e o BB avançaram na renovação da CCT, os empregados da Caixa decidiram entrar em greve após rejeitarem a proposta de renovação do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho). Segundo a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal):
- A proposta foi rejeitada em 128 bases sindicais.
- Em 93 delas, os empregados aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira.
- Em outras 35 bases, a proposta também foi rejeitada, mas a decisão foi retomar as negociações.
- Nas demais bases, o acordo foi aprovado.
Um dos principais pontos de impasse é o Saúde Caixa. “A proposta não apresenta uma solução para o déficit do plano e ainda ameaça princípios históricos, como a solidariedade e o pacto intergeracional”, diz a Fenae. A categoria também critica a previsão de reajustes das mensalidades conforme a faixa etária dos participantes.
Negociações serão retomadas nesta quinta-feira (10)
“O resultado das assembleias realizadas no Brasil inteiro, com mais de 90% de rejeição nas bases sindicais, demonstrou, de forma clara, a insatisfação dos empregados com a proposta apresentada pela Caixa”, afirmou a diretora do Sindicato dos Bancários e coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.
A Caixa ainda não apresentou uma nova proposta, mas agendou uma nova rodada de negociação para a manhã desta quinta-feira (10).
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