Grupo autodenominado “iamnotavillain” deu 24 horas para pagamento e afirma ter usado análise de blockchain para mirar contas com grandes holdings de criptomoedas; pelo menos 680 clientes foram afetados
Os hackers responsáveis pela violação de dados da Revolut estão exigindo US$ 3 milhões em Monero (XMR) dentro de 24 horas e ameaçam vender os dados roubados de clientes para outros grupos criminosos caso o banco digital se recuse a pagar. A informação foi publicada pelo Financial Times e repercutida pelo CoinDesk.
O grupo, que se autodenomina “iamnotavillain”, publicou a exigência na quarta-feira (16) acompanhada de um cronômetro regressivo, segundo o jornal. Eles pediram que a Revolut enviasse 6.000 XMR, uma criptomoeda projetada para obscurecer detalhes de transações.
Dados expostos e método de ataque
Pelo menos 680 contas de clientes da Revolut foram afetadas pela violação. Os hackers afirmaram ao Financial Times que escolheram seus alvos usando análise de blockchain para encontrar contas da Revolut com holdings significativas de criptomoedas.
O grupo enviou ao jornal uma gravação de tela de 60 segundos que parecia mostrar parte dos dados obtidos. O vídeo incluía passaportes, carteiras de motorista, fotos usadas para verificações de “know-your-customer” (KYC) e históricos de transações.
Como a brecha ocorreu
A violação ocorreu depois que os atacantes se passaram por autoridades governamentais e enviaram solicitações de informações que passaram pelas verificações da Revolut. A empresa entregou registros de clientes antes de descobrir que as solicitações eram fraudulentas, de acordo com avisos enviados anteriormente aos clientes afetados.
A Revolut disse anteriormente ao CoinDesk que bloqueou o endereço usado nas solicitações e notificou a agência governamental relevante, as forças de segurança e os reguladores. A empresa afirmou que seus sistemas e os fundos dos clientes não foram afetados.
Negociações e silêncio
Os hackers disseram ao Financial Times que não houve negociações com a Revolut no momento da publicação. A Revolut não respondeu ao pedido de comentário do CoinDesk até a publicação da reportagem.