iPhone pode ficar ainda mais caro após reajuste da Samsung

Resumo
  • A Samsung reajustou os preços dos chips de memória para o primeiro trimestre de 2027, o que pode aumentar o custo dos futuros iPhones.
  • Os novos preços representam uma alta de até 40% em comparação aos preços anteriores, afetando componentes de DRAM e NAND flash.
  • O aumento pode ser repassado aos consumidores, elevando o preço dos próximos iPhones, após o aumento recente dos modelos iPhone 18 Pro.

A Apple aceitou os novos preços de chips de memória da Samsung para o primeiro trimestre de 2027, segundo informações da cadeia de fornecimento. O acordo envolve componentes de DRAM e NAND flash, que enfrentam uma forte pressão de demanda. A alta pode aumentar novamente os custos dos iPhones.

O reajuste da Samsung ocorre pouco depois do anúncios dos novos modelos iPhone 18 Pro, que já chegaram mais caros em relação ao iPhone 17 Pro. No Brasil, os novos iPhones começam a ser vendidos nesta sexta-feira (18/09), com preços a partir de R$ 11.999. Tanto o Pro quanto o Pro Max tiveram aumento de R$ 500 em relação aos antecessores.

Fabricantes de smartphones chinesas, como Oppo e Vivo (que opera a marca Jovi no Brasil) teriam resistido aos aumentos propostos pela Samsung para o fim de 2026, segundo o Semiconductor Insider.

Memória sobe até 40%

As novas cotações negociadas entre Samsung e Apple representam uma alta considerável em comparação aos preços praticados até o momento:

  • LPDDR5X: cerca de US$ 2 por gigabit (Gb), ante US$ 1,50/Gb no terceiro trimestre de 2026
  • NAND flash: aproximadamente US$ 0,33/Gb, contra US$ 0,26/Gb.

Dependendo do componente, os valores representam aumentos de aproximadamente 30% a 40%. A alta ocorre em um momento de restrição na oferta de chips de memória, enquanto fabricantes de eletrônicos disputam capacidade de produção com empresas que desenvolvem infraestrutura para inteligência artificial.

Para a Apple, o impacto final dependerá de quanto de memória cada aparelho utiliza e de como a empresa distribuirá o aumento de custos entre fornecedores, margens e preço dos produtos. O novo acordo não significa, necessariamente, que um próximo iPhone — seja uma próxima geração ou o iPhone 18 base, que lança apenas no ano que vem — terá um reajuste equivalente, mas há motivos para acreditar que sim.

Rumores de junho apontam que a estratégia de mercado da Apple para o fornecimento de chips permitira a manutenção dos preços do iPhone 17 na nova geração, que ainda assim aumentaria o valor base de memória. No entanto, o mesmo foi dito sobre o iPhone 18 Pro.

Boom da IA pressiona produção de memória

A expansão dos data centers de inteligência artificial aumentou a procura por diferentes tipos de memória, especialmente por componentes usados em servidores e aceleradores de IA. Em agosto, a Samsung já havia aumentado os preços de fabricação dos componentes.

Samsung, SK Hynix e Micron, as três maiores fabricantes do setor, vêm direcionando parte de sua capacidade para produtos destinados ao mercado de servidores, incluindo a HBM (High Bandwidth Memory), essencial para aceleradores de IA.

Esse movimento reduz a disponibilidade de componentes usados em outros eletrônicos e aumenta a pressão sobre os preços de DRAM e NAND. Grande parte da capacidade produtiva prevista para 2027 já está até comprometida.

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