A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) apresentou um pedido de salvo-conduto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para conseguir retornar ao Brasil durante o período eleitoral.
De acordo com o UOL, o objetivo é que Zambelli possa votar em sua mãe, Rita Zambelli Salgado, que concorre ao cargo de deputada federal por São Paulo, e regressar à Itália sem o risco de ser detida pelas autoridades brasileiras.
O pedido de salvo-conduto
A defesa de Carla Zambelli, encabeçada pelo advogado Eduardo Maurício, sustenta que há um risco iminente e concreto de prisão caso a ex-parlamentar desembarque no Brasil.
A liminar solicitada visa garantir exclusivamente um “passe livre” temporário.
Segundo o advogado, a medida impediria a prisão de Zambelli pelo tempo estritamente necessário para que ela entre no país, exerça o seu direito de voto e embarque de volta para a Europa.
Eduardo Maurício trabalha no caso em conjunto com os advogados italianos que atualmente respondem pelos processos de extradição da ex-deputada na Itália.
As condenações de Carla Zambelli
O receio da defesa baseia-se nas penas já impostas pelo STF, cujo cumprimento ainda não foi iniciado porque a ex-deputada deixou o Brasil em junho de 2025. Carla Zambelli acumula duas condenações principais:
Uma a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O outra condenação a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, referente ao episódio de 2022 em que perseguiu um homem com uma arma de fogo nas ruas de São Paulo.
Tentativa de anulação das penas
Além da liminar para garantir a votação nestas eleições, a defesa também atua no mérito da questão solicitando a suspensão definitiva das condenações impostas pelo Supremo.
Para fundamentar esse pedido, os advogados de Carla Zambelli tentam vincular o caso à análise de procedimentos do Caso Banco Master, que envolve supostas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
*Com informações do UOL