Dono descobre que Porsche 911 GT3 utiliza baterias da BYD

O proprietário de um Porsche 911 GT3 Touring 992.2 fez uma descoberta incomum enquanto discutia questões da bateria do esportivo na internet.

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No fórum americano Rennlist, o dono publicou fotos da bateria de 12 V que, segundo ele, veio de fábrica em seu carro. A etiqueta indica que o componente, responsável por alimentar os sistemas elétricos do esportivo, foi produzido pela BYD, na China.

A Porsche não confirmou oficialmente quem fornece a peça, mas informa que o novo GT3 traz de série uma bateria de íons de lítio de 40 Ah, cerca de 4 kg mais leve que a solução usada anteriormente.

As imagens foram publicadas em um tópico aberto pelo dono do carro para perguntar se outros proprietários também tinham notado a bateria fraca. Segundo ele, a unidade foi fabricada em 26 de junho de 2025.

Em outra discussão do fórum, o dono de um GT3 Touring relatou que a etiqueta da bateria de seu carro trazia o nome FinDreams, divisão de componentes da BYD. A fabricante chinesa pode ser uma das várias fornecedoras contratadas pela Porsche para esse item.

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Porsche 911 GT3 Touring (Foto: Porsche | Divulgação)

Menos peso no esportivo

Os 4 kg economizados fazem diferença em um carro como o GT3, versão mais focada em pista do 911, que usa motor seis-cilindros boxer 4.0 aspirado com 510 cv e 45,9 kgfm. Na variante Touring, o modelo dispensa a grande asa traseira em nome de um visual mais discreto, sem abrir mão da mecânica.

Se confirmado, o fornecimento chinês não seria novidade nesse componente. Segundo um participante do fórum, as baterias de lítio usadas anteriormente pela Porsche tinham células da A123 Systems, empresa de origem americana controlada desde 2013 pelo grupo chinês Wanxiang.

No caso da BYD, a origem ajuda a explicar a escolha. A empresa foi fundada em 1995 como fabricante de baterias e só entrou no negócio de automóveis em 2003. Hoje, é a maior produtora mundial de veículos eletrificados.

Momento difícil na China

A descoberta ocorre num período complicado para a Porsche no mercado chinês. No primeiro semestre de 2026, a marca entregou 14.501 carros no país, queda de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior. A fabricante atribui o resultado ao ambiente de mercado desafiador e à estratégia de priorizar a rentabilidade em vez do volume de vendas.

No mundo, as entregas da Porsche caíram 16% no semestre, para 122.306 unidades. O 911 foi uma das exceções: a linha cresceu 19%, com 30.534 exemplares entregues, impulsionada por versões como GTS, Turbo e os modelos da divisão GT, da qual o GT3 faz parte.

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