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Justiça cubana condena criadora de conteúdo cristã e a mãe a dois anos de restrição de liberdade

Imagem: christianpost.com

Justiça cubana impõe restrições a jovem por filmar agente de segurança em sua própria residência

Uma criadora de conteúdo cristã de 21 anos e sua mãe foram condenadas a dois anos de restrição de liberdade por um tribunal em Havana, capital de Cuba. Anna Sofía Benítez Silvente, conhecida como Anna Bensi, e Caridad Silvente Laffita foram consideradas culpadas por violar a privacidade de um agente da Segurança do Estado. O episódio ocorreu em março, quando as mulheres registraram em vídeo a visita de um oficial, à paisana, que entregava uma intimação na casa da família. A pena, aplicada sob supervisão judicial, impõe limites a viagens e exige autorização prévia para mudanças de residência.

A defesa das acusadas, representada pelo advogado Roberto Ortega, já prepara um recurso contra a sentença. O caso ganhou repercussão internacional e gerou protestos de organizações religiosas e diplomatas. Durante o julgamento, a própria Anna Benítez reforçou seu posicionamento crítico ao sistema político local. “Nós não concordamos com o sistema político do nosso país; isso não é um crime”, declarou antes da audiência.

Apoio de denominações religiosas e críticas internacionais

Quatro das maiores denominações protestantes de Cuba emitiram notas em defesa das mulheres. A Convenção Batista do Oeste de Cuba classificou a condenação como um marco de injustiça. “Eles não são delinquentes, agressores, traficantes de drogas, terroristas ou mercenários. Devido a um senso básico de justiça, não podemos, não queremos e não deixaremos que fiquem sozinhas”, afirmaram em comunicado oficial.

A detenção de pastores e ativistas que tentavam acompanhar as acusadas ao tribunal também foi registrada no dia do julgamento. Representantes da diplomacia dos Estados Unidos em Havana manifestaram apoio, reiterando que “pensar diferente não é um crime”. Enquanto isso, entidades de direitos humanos e observadores internacionais denunciaram que o processo faz parte de uma estratégia mais ampla para silenciar vozes críticas ao governo cubano, que enfrenta um cenário interno marcado pela escassez de recursos básicos e descontentamento social.

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