A vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), senadora Tereza Cristina (PP-MS), expressou otimismo com o cenário político após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no primeiro turno das eleições deste ano. “O Brasil está leve, presidente, com a sua vitória. O Brasil está com uma leveza de esperança”, disse durante agenda do bloco com o candidato do PL nesta terça-feira (6).
A FPA oficializou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República durante um encontro focado no alinhamento de pautas do setor produtivo.
A reunião, marcada por críticas à atual condução econômica do país, serviu para selar compromissos estruturais entre a bancada ruralista e o presidenciável, incluindo garantias de participação direta em um eventual governo.
Entretanto, apesar da manifestação positiva, Tereza alertou os aliados que a disputa do segundo turno vai exigir empenho para garatir a vitória do candidato do PL.
“Agora não é só o apoio, nós precisamos do trabalho de vocês, porque eles já estão trabalhando. Então agora é trabalhar, não é ficar em gabinete, é pé no chão, pedir voto. São só 19 dias até a eleição. Então tudo lindo, maravilhoso, mas não precisamos ganhar a eleição”, alertou a ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro.
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O encontro serviu para apresentar as demandas prioritárias do setor, que incluem acesso previsível ao crédito rural, redução das taxas de juros, fortalecimento do Seguro Rural e regularização fundiária.
O candidato assumiu o compromisso de atender a essas frentes, além de prometer investimentos em infraestrutura, ampliação da capacidade de armazenagem, redução da dependência externa de fertilizantes e fomento às pesquisas em bioenergia.
Flávio reuniu com deputados do agronegócio após primeiro turno.Foto: Divulgação/FPA/ND MaisReforçando os laços com o setor, Flávio Bolsonaro confirmou publicamente que, caso eleito, a FPA será responsável por indicar o nome que comandará o Ministério da Agricultura.
O alinhamento entre a candidatura e o agronegócio foi impulsionado pela forte insatisfação com a atual gestão federal.
O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), apontou que os problemas macroeconômicos do país — como a dívida pública de R$ 11 trilhões, o déficit primário e os juros elevados — paralisaram a capacidade de investimento do setor produtivo.
Lupion criticou a forma como o atual governo conduziu a renegociação das dívidas do produtor rural por meio da Medida Provisória 1.376/2026, que, segundo ele, ignorou projetos anteriores e atendeu menos de 12% dos produtores afetados.
O descontentamento do setor já refletiu nas urnas, resultando em um crescimento expressivo da bancada, que projeta contar com 330 deputados federais e 47 senadores na próxima legislatura.
Segundo Lupion, os números do primeiro turno deixaram um recado claro das urnas: “a demonstração clara de que o campo não aguenta mais o atual governo”.