• Home
  • 2026
  • outubro
  • Avaí teve bons números, mas não teve futebol para reagir na derrota contra o Botafogo-SP

Avaí teve bons números, mas não teve futebol para reagir na derrota contra o Botafogo-SP

O meia, Jean Lucas, do Avaí, em ação com a bola na derrota para o Botafogo-SP por 2 a 0 na RessacadaFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND

Os números podem até sugerir um Avaí dominante na derrota para o Botafogo de Ribeirão Preto por 2 a 0, na Ressacada, mas o futebol não se resume a estatísticas. O Leão finalizou 28 vezes, acertou o alvo em oito oportunidades e, em 90 minutos mais acréscimos, criou somente duas chances claras de gol.

Teve mais posse de bola, ocupou o campo adversário, mas faltou o principal: competência para transformar volume de jogo em resultado. Foi uma atuação inconsistente, de um time que parece cada vez mais pressionado emocionalmente.

Pelos lados, Rildo e Douglas Teixeira tentaram construir as jogadas pela esquerda, enquanto Wallison e Daniel Penha buscaram alternativas pela direita. O problema é que o Avaí dependia de lampejos individuais, sem conseguir transformar a presença ofensiva em oportunidades efetivas.

Receba no WhatsApp as principais notícias do mundo esportivo Entre no grupo

Jean Lucas teve uma boa chance no primeiro tempo, em finalização que levou perigo. Na etapa final, Caio Suassuna ficou à frente do gol, mas desperdiçou uma oportunidade clara. Aos 19 anos, o garoto pode ter sentido o peso da responsabilidade, em um cenário no qual as decisões erradas se repetem e a confiança parece cada vez menor.

Do outro lado, o Botafogo-SP foi cirúrgico. Organizado taticamente, soube suportar a pressão e atacar nos momentos certos. Rafael Gava deu qualidade à articulação pelo meio, Morelli mostrou eficiência ao marcar o primeiro gol, e Zé Hugo foi uma ameaça constante pelo lado esquerdo. Com menos volume, os paulistas foram mais objetivos e aproveitaram as oportunidades que construíram. É a diferença entre ocupar espaços e saber o que fazer quando a bola chega à área adversária.

Também preocupa a postura do Avaí. A equipe que durante boa parte da temporada demonstrou raça, intensidade e capacidade de competir já não apresenta a mesma pegada. A pressão na saída de bola perdeu força, a marcação não impõe o mesmo respeito e o time parece mentalmente abatido. O hino fala em time da raça, mas ela precisa aparecer dentro de campo, especialmente quando a situação exige uma reação.

Marquinhos Santos não é o responsável pelo cenário que levou o clube a essa situação. A gestão do futebol perdeu peças importantes, não conseguiu fazer reposições minimamente competitivas e convive com salários atrasados, fatores que pesam no ambiente e no rendimento.

Mas, isso não elimina, porém, o espaço para questionar algumas escolhas. Iniciar o jogo com Caio Suassuna e a opção durante o jogo por Hyan, ainda jovens e aparentemente sentindo a pressão, enquanto Felipe Vizeu, Gabriel Cipriano e outros jogadores mais experientes estavam no banco, merece discussão. Mesmo com as limitações dos mesmos. Em um momento tão delicado, experiência também conta.

Outra questão, Daniel Penha ficou muito preso a função também de recomposição no lado direito. Isso deixou muitas vezes o jogador longe de uma aproximação mais ao ataque e, cansou, diante da obrigação de acompanhar o lateral esquerdo do Pantera, o Patrick Brey.

Daniel Penha, meia do Avaí, foi anulado pelos marcadores do Botafogo-SPDaniel Penha, meia do Avaí, foi anulado pelos marcadores do Botafogo-SPFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND

Faltou um Avaí mais incisivo e efetivo para ter mais chances claras de gol e chegar a rede do adversário. Confrontos diretos sem vitórias contra Ceará, Athletic e Botafogo-SP, pesam nesse momento em um iminente rebaixamento.

O Avaí tem três jogos para buscar o ‘impossível’

O técnico Marquinhos Santos, do Avaí, na coletiva de imprensa pós jogo, 'jogou a toalhaO técnico Marquinhos Santos, do Avaí, na coletiva de imprensa pós jogo, ‘jogou a toalha’Foto: Fabiano Rateke/AFC/ND

O rebaixamento ainda não está matematicamente confirmado, mas o desempenho em campo não oferece sinais consistentes de reação. Agora o Leão tem três jogos finais para transformar o ‘impossível’ em um verdadeiro milagre.

O time Azurra enfrenta o Náutico, em mais um confronto direto, em Recife. Depois joga em casa contra um surpreendente São Bernardo, que vem roubando pontos dos times da parte de cima da tabela nas últimas rodadas, mesmo não almejando mais nada na competição. E o Avaí encerra fora de casa contra o já rebaixado América-MG.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Renan Santos fala sobre falta de humildade no bolsonarismo e novas derrotas

O candidato à presidência no primeiro turno Renan Santos (Missão) afirmou que a falta de…

Neymar critica Rodrigo Nestor após expulsão em jogo entre Santos e Bahia: “Maior safadeza do futebol”

Neymar usou as redes sociais para se manifestar sobre a expulsão no confronto entre Santos…

Prefeitura de Ubatuba entrega reforma e ampliação da UBS do Camburi – Prefeitura Municipal de Ubatuba

A Prefeitura de Ubatuba entregou a reforma e ampliação da Unidade Básica de Saúde (UBS)…