Com a derrota na eleição presidencial, o senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL), ficará sem cargo público pela primeira vez em 24 anos. Seu mandato no Senado termina em 31 de janeiro de 2027.
O fracasso nas urnas também tornou Flávio o primeiro candidato à Presidência a terminar o 1º turno na liderança e perder a disputa no 2º turno desde a redemocratização.
Antes de chegar ao Senado, Flávio foi deputado 4 vezes
Antes de ocupar uma cadeira no Senado Federal, Flávio Bolsonaro foi deputado estadual no Rio de Janeiro por quatro mandatos consecutivos.
Eleito pela primeira vez para a Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) quando tinha 21 anos, Flávio iniciou a carreira política em 2003, enquanto seu pai, Jair Bolsonaro (PL), já exercia mandato de deputado federal.
Em 2016, Flávio disputou a Prefeitura do Rio, mas ficou em quarto lugar.
Flávio já foi alvo de investigação por suspeita de rachadinha em seu gabinete
Durante o período em que esteve na Alerj, Flávio foi alvo de uma investigação pelo suposto esquema de “rachadinha” em seu gabinete. A suspeita era de que “funcionários fantasmas” devolviam parte de seus salários para o parlamentar.
Seu ex-assessor, Fabrício Queiroz, foi apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como o principal operador do esquema, responsável por recolher o dinheiro dos funcionários e repassar para o deputado.
Antes de chegar ao Senado, Flávio foi deputado na Alerj por quatro mandatosFoto: Charles VieiraA acusação do Ministério Público foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Rio em maio de 2022, após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) e o STF (Supremo Tribunal Federal) anularem as provas.
A decisão, porém, não significou que a Justiça tenha concluído que as suspeitas eram falsas ou demonstravam a inocência de Flávio. O argumento foi processual: as provas que sustentavam a acusação não podiam ser utilizadas, após serem consideradas obtidas de forma irregular.
Flávio também é investigado no caso do filme sobre o pai
Flávio Bolsonaro também é investigado por possíveis irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de seu pai, Jair Bolsonaro. Mesmo que Flávio não tenha mais mandato, as investigações vão seguir no STF.
Desde março de 2025, o Supremo investiga possíveis crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas, mesmo que a autoridade não ocupe mais o posto.