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Polícia prende líderes e mais de 30 suspeitos de integrarem CV na Bahia

Uma operação conjunta das forças de segurança resultou na prisão de 35 suspeitos de ligação com o Comando Vermelho (CV) na manhã desta terça-feira (4) nos estados da Bahia e do Ceará. Batizada de Operação Freedom, a ação tem como meta desarticular o braço armado e financeiro da facção carioca que também atua nos dois estados do Nordeste.

De acordo com as autoridades, 33 pessoas foram presas na Bahia e duas no Ceará, em cumprimento a 90 mandados de prisão e busca e apreensão. As ordens foram executadas em bairros e presídios de Salvador, nas cidades baianas de Aratuípe e Ilhéus, e no município de Eusébio, na Grande Fortaleza.

Um dos principais alvos é um baiano apontado como chefe do Comando Vermelho em Salvador, capturado ao lado da companheira, que seria responsável pelo controle financeiro do grupo. Segundo a polícia, o casal estava escondido no Ceará e tentava manter as operações à distância, comandando integrantes espalhados por vários bairros da capital baiana.

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As investigações apontam que os suspeitos atuavam não apenas no tráfico de drogas, mas também em homicídios e outras práticas violentas relacionadas à disputa de territórios. A polícia acredita que, com as prisões, será possível esclarecer pelo menos 30 assassinatos ocorridos nos últimos meses em Salvador.

“Os alvos da Operação Freedom são responsáveis por homicídios e pela expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras cidades”, disse a Polícia Civil em nota.

Com o avanço das investigações, a Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias ligadas aos investigados, em uma tentativa de sufocar financeiramente a estrutura criminosa. Mais de 400 policiais civis e militares participam da ação, que não teve confrontos registrados.

A Operação Freedom ocorre uma semana após a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que também mirou o Comando Vermelho. Na ocasião, 113 pessoas foram presas e quatro policiais e 117 suspeitos morreram em intensos confrontos.

Três líderes da facção baiana foram capturados durante aquela ação, além de seis traficantes do estado que estavam escondidos nos morros cariocas e acabaram mortos.

Na semana passada, o secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que os complexos da Penha e do Alemão se tornaram o “QG (quartel-general) do Comando Vermelho em nível nacional” e que “são destes complexos que partem todas as ordens, decisões e diretrizes da facção para todos os outros estados, praticamente todos os estados do Brasil”. A facção ainda “formava” traficantes de outros estados no Rio de Janeiro.

Isso teria ocorrido, segundo ele, após o estabelecimento da chamada “ADPF das Favelas” pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O instrumento estabeleceu uma série de restrições com o objetivo de reduzir a letalidade das operações policiais nos morros fluminenses, mas que acabou, segundo as autoridades, afrouxando o policiamento e levando à expansão do Comando Vermelho.

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