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CONSCIÊNCIA NEGRA – UMA LUTA POR IGUALDADE E RECONHECIMENTO

Profª Lúcia Helena Freitas da Rocha

Como comemoração de um fato, cada efeméride é uma oportunidade para lembrarmos acontecimentos e pautas importantes para nos reconhecermos e nos aperfeiçoarmos como sociedade. Não raro, são fatos que nos convocam a tomar posição, individual e coletivamente,

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é um marco de resistência e reflexão sobre a história, cultura e direitos da população negra no Brasil.

São numerosas as efemérides em favor da vida, mas talvez poucas sejam hoje tão urgentes quanto esta que nos chama, individual e coletivamente, à consciência sobre a persistente injustiça originária da discriminação étnico-racial, e desdobrada em tantas dimensões da vida.

O preconceito, a discriminação, a naturalização dessa injustiça nos fragiliza como sociedade, como humanidade, como democracia, e escancara a fragilidade do princípio da igualdade, declarado de modo inequívoco em tantos documentos fundadores, como em nossa Constituição: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…” 

A efeméride que nos convoca hoje é o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, comemorado, anualmente, no dia 20 de novembro, data da morte em combate do líder negro Zumbi dos Palmares, em 1695, mas a história que nos coloca diante desse dia de consciência é muito mais ampla, e isso sem considerar a luta por dignidade em quilombos e outras estratégias de resistência e construção de liberdade.

Que o Dia da Consciência Negra nos permita reafirmarmos nosso compromisso inabalável com o princípio constitucional da igualdade, que ecoa em nossa missão institucional e nos inspira a lutar, com afinco, pela erradicação de toda e qualquer forma de discriminação racial. Nossa máxima é clara e inequívoca: todos somos iguais. E este princípio deve nortear cada uma de nossas ações, em todas as esferas, para que possamos construir uma sociedade verdadeiramente justa e inclusiva.

A tomada de consciência à qual uma efeméride como esta nos clama requer a compreensão de que, sem a desconstrução dos mecanismos múltiplos de reprodução de desigualdades, nem nosso ambiente, nem nossa democracia, nem nosso futuro, nem a vida digna para cada um de nós terá chance de prosperar. 

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