Na tarde da quarta-feira, 26, ocorreu, no Ponte de Atendimento à Mulher (PAM), no Terminal Urbano de Paranaguá, a entrega dos certificados às mulheres participantes do curso que teve como objetivo capacitá-las para o empreendedorismo, ensinando técnicas de produção de sabonetes, velas, sabão, detergentes, desinfetantes, amaciantes e repelentes. A iniciativa fortalece também a autonomia e a geração de renda entre as mulheres do município.
A iniciativa foi promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, Desenvolvimento Social e Igualdade Racial (Semdir), em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural e Pesca (Semmadesp), Sebrae e Centro Sul. As aulas foram ministradas pelo professor Francisco Xavier, da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus Paranaguá.
Prefeitura de Paranaguá
Para Nilza de Lima Veiga, supervisora administrativa interna e externa da Prefeitura de Paranaguá, na ocasião representando o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Rural e Pesca, Marcio Vega, o curso é uma forte fonte de renda e uma porta aberta para o futuro das participantes.

“A importância é significativa. Para nós, é uma alegria sempre estar junto com essas mulheres, com as entidades que nos procuram para elaborar esse curso de muita importância para a sociedade e para essas mulheres, porque para elas futuramente é uma fonte de renda. É uma felicidade estarmos participando e fornecendo esta porta aberta para elas aprenderem algo que no futuro vai servir de muita valia. Todo aprendizado é de muita valia para todos”, ressalta.
Universidade
Segundo o professor Francisco Xavier, o curso teve como objetivo ensinar a produção de itens para o combate à dengue, repelentes e perfumes utilizando plantas aromáticas. Ao todo, foram produzidos 14 itens na linha de combate à dengue, à base de citronela, cataia, cravo e manjericão, e 14 itens na linha de perfumaria, como desinfetantes, amaciantes e repelentes. De acordo com ele, a iniciativa é uma importante fonte de renda para as participantes.
“O curso é distribuído em oito horas-aula, dividido em duas horas em cada aula e, em alguns momentos, você pode agregar as quatro. Então, são oito horas para você receber o certificado. Na secretaria, eram 40 pessoas inscritas, mas está terminando hoje com 31. Mas a média de curso que a gente faz na cidade depende, vale entre 15 e 25 pessoas, e esse ano já passaram mais ou menos umas 300 pessoas que já fizeram o curso”, explicou o professor.


“O que eu vejo de muito importante é que algumas já estão utilizando como fonte de renda, vendendo amaciante, desinfetante, entre outros produtos. Nesse curso, conseguimos ter outra linha de produtos também que é focada no combate à dengue. Então, por um lado, vamos prevenir contra a dengue e, por outro, desenvolver produtos de perfume que vão agregar renda e valor, contribuindo para uma renda alternativa”, destacou.
Sebrae
Luciano Mendes, consultor credenciado do Sebrae e palestrante do curso, participou do último dia de atividades abordando o tema da formalização do Microempreendedor Individual (MEI). Ele apresentou os benefícios da formalização, além de explicar as responsabilidades e deveres envolvidos no processo.


“É interessante elas conhecerem os direitos que elas têm, os deveres também quando se abre o MEI. É muito importante o empreendedorismo, eu acredito muito nele como um fator de transformação social. O MEI é a porta de entrada para a formalização, para pessoas que estavam na informalidade, que desempenhavam uma atividade econômica e que hoje, desde 2008, têm a possibilidade de estar se formalizando, tendo uma empresa. Eu digo que, independentemente do tamanho, elas são empresárias, elas são uma empresa, vão ter um CNPJ, vão ter direitos e deveres ali como empresárias e é fantástico, isso traz muitos benefícios, na verdade, tanto para a sociedade quanto para elas”, afirmou.
Participante destaca relevância do curso
Para a aluna e artesã, Maria José Miranda, o curso foi importante e extremamente útil, principalmente para aquelas que querem empreender e achar uma boa fonte de renda. “Esse curso veio acrescentar bastante, apesar de que hoje a gente tem internet, mas nada como um curso presencial. O curso é bem criativo, é econômico para todas as donas de casa. Muitas pessoas necessitam e fazem disso a sua fonte de renda. Eu acredito que essa iniciativa é essencial e trouxe muito a acrescentar para a nossa comunidade”, contou a artesã.


“A experiência é interessante, porque a gente ‘meteu a mão na massa’ realmente. É uma experiência bastante gratificante, para a dona de casa, principalmente, se ela não quiser empreender, já é uma ótima economia”, finaliza Maria Miranda.



