O mercado europeu, que até poucos anos atrás parecia irredutível em manter os motores a diesel vivos, agora dá sinais claros de que está deixando esse tipo de motorização para trás. E, ao contrário do que boa parte das marcas imaginou — e investiu pesado — a preferência do público não migrou diretamente para os elétricos, mas sim para os híbridos plug-in.
A derrocada começou há mais de uma década, quando o escândalo do Dieselgate, envolvendo o Grupo Volkswagen e outras grandes europeias, expôs manipulações de emissões e abalou de forma irreversível a confiança do consumidor no diesel. A partir dali, as vendas recuaram ano após ano, enquanto novas regulações ambientais endureciam e empurravam a indústria para soluções eletrificadas.
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Fonte: Mitsubishi
Em 2021, os híbridos convencionais superaram o diesel pela primeira vez. Já em 2022, foi a vez dos elétricos ultrapassarem os motores a óleo. Agora, em 2025, o movimento se consolida: o diesel caiu para a quarta posição entre as motorizações mais vendidas no continente, atrás de híbridos, gasolina e elétricos. Nos dez primeiros meses do ano, os híbridos plug-in chegaram a 9,4% de participação de mercado, contra apenas 8% dos carros a diesel nos países da União Europeia, da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Reino Unido.
Essa virada não aconteceu do dia para a noite. No segundo trimestre de 2025, os PHEVs já estavam à frente do diesel entre os compradores de zero-quilômetro, e a diferença deve continuar crescendo no fechamento do ano. A combinação de incentivos fiscais, custos menores de tributação e políticas públicas voltadas à eletrificação colocou os híbridos plug-in em vantagem estratégica.

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Fonte: Ford
Há outros fatores que ajudam a explicar esse novo cenário. As normas mais rígidas de emissões tornaram o desenvolvimento de motores a diesel caro e pouco eficiente para as marcas, especialmente no segmento de compactos, onde eles praticamente desapareceram. Paralelamente, os motores a gasolina ficaram mais econômicos, reduzindo ainda mais a vantagem histórica do diesel em eficiência. Incentivos governamentais também favoreceram opções eletrificadas, deixando o diesel em desvantagem competitiva.
Hoje, os híbridos representam mais de um terço das novas matrículas na região UE+EFTA+UK, com 34,7% de participação. Atrás deles vêm a gasolina (26,9%) e os elétricos puros (18,3%). O diesel, que já dominou mais da metade das vendas no início da década de 2010, perdeu espaço de forma irreversível.

Foto de: Renault

Foto de: Volkswagen
Olhando para a frente, a tendência é que os elétricos avancem gradualmente, impulsionados pelo maior volume de modelos chineses acessíveis e pela renovação agressiva dos europeus. Renault, Volkswagen, grupo Stellantis e outras já preparam novos compactos elétricos, como o próximo Twingo e o futuro ID.Polo, além de modelos de entrada que chegam até 2027. Mas, ao menos por enquanto, quem dita o ritmo da transição no mercado europeu são mesmo os híbridos plug-in.
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– Equipe do Motor1.com