A eletrificação ganhou ritmo e números no Brasil. Em pouco mais de dois anos desde a chegada oficial ao país, a BYD acaba de ultrapassar a marca de 200 mil veículos eletrificados emplacados no país, somando modelos 100% elétricos e híbridos plug-in. O dado chama ainda mais atenção porque vem apenas dois meses depois da comemoração das 170 mil unidades.
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Esse avanço não acontece por acaso
Os brasileiros passaram a enxergar a eletrificação como uma alternativa ao carro tradicional, especialmente quando o pacote envolve preço competitivo, tecnologia embarcada e baixo custo de uso. É nesse cenário que a BYD se consolida como protagonista do atual capítulo da mobilidade no país.
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Os números ajudam a entender o tamanho dessa liderança. Segundo dados da Fenabrave, considerando o período de janeiro a novembro de 2025, a marca domina 73,62% do mercado de elétricos (BEV) no Brasil.
Para se ter ideia da dimensão desse desempenho, o volume vendido pela BYD supera, sozinho, a soma das vendas das marcas posicionadas do 2º ao 15º lugar no ranking. No segmento de híbridos, o cenário também é favorável: 26,33% de participação, garantindo a liderança.
Modelos elétricos mais em conta
O Dolphin Mini, primeiro carro 100% elétrico a sair do complexo industrial de Camaçari (BA), já ultrapassou 52 mil unidades emplacadas. Logo atrás aparece o Song Plus, híbrido plug-in que soma mais de 41 mil unidades, seguido por Song Pro (30,5 mil), Dolphin GS (28,5 mil) e King (16,6 mil).
A presença da BYD também tem se expandido pelo território nacional. Capitais como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador lideram os registros de vendas, reflexo direto da expansão da rede de concessionárias. Hoje, a marca já conta com mais de 200 lojas em operação, com a meta de chegar a 250 pontos de venda nos próximos meses.
Outro ponto estratégico tem sido a infraestrutura

A empresa afirma ter construído a maior rede privada de recarga rápida em concessionárias do Brasil, com mais de 116 eletropostos já instalados. Todos são carregadores rápidos, com potência entre 60 kW e 120 kW, abertos a qualquer veículo elétrico, independentemente da marca.
A gestão é feita pelo aplicativo BYD Recharge, que permite reservar vaga, acompanhar a recarga em tempo real e até visualizar o impacto ambiental do processo.
E enquanto o marco brasileiro é celebrado, a operação global também acelera. A BYD ultrapassou recentemente a impressionante marca de 15 milhões de veículos eletrificados produzidos no mundo, somando elétricos puros e híbridos plug-in.
Trajetória da chinesa por aqui

Quem vê hoje a BYD liderando o mercado de eletrificados no Brasil talvez não imagine que essa história começou bem antes dos carros de passeio chegarem às ruas. A relação da marca com o país teve início lá atrás, em 2015, quando a empresa decidiu apostar no transporte sustentável e inaugurou, em Campinas (SP), sua primeira fábrica de ônibus elétricos fora da China. Foi o primeiro sinal de que o Brasil estava nos planos de longo prazo da empresa.
Antes mesmo de falar em automóveis para o consumidor final, a BYD ampliou sua presença industrial com unidades voltadas à produção de módulos fotovoltaicos e baterias. Mais tarde, Manaus entrou no mapa com a produção de células de íons de lítio, fortalecendo a base tecnológica da operação brasileira.
O salto para o grande público veio em 2022, quando a BYD passou a atuar oficialmente no mercado de carros de passeio. Os primeiros passos foram dados com modelos importados e de posicionamento mais premium, como o SUV Tang (ou Tan) e o sedã Han EV, que ajudaram a apresentar a marca aos consumidores brasileiros e abriram caminho para uma expansão mais agressiva.
A partir daí, o crescimento ganhou ritmo, sobretudo quando modelos como o Dolphin passaram a figurar entre os elétricos mais vendidos do país desde 2023. Hoje a marca figura como a 8 mais vendida do país, à frente da Honda e da Nissan.