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Entenda Como a IA do Google Permitirá Que a Siri Execute Tarefas Mais Sofisticadas


A Siri deixa de apenas executar comandos e passa a ter consciência contextual da tela

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Em um movimento que redefine a hierarquia do mercado de inteligência artificial, a Apple confirmou nesta segunda-feira (12) que o Gemini, do Google, será a base tecnológica para a reformulação da Siri e do ecossistema Apple Intelligence. O acordo, que deve movimentar cifras estimadas em US$ 1 bilhão anuais, encerra meses de especulação sobre como a dona do iPhone recuperaria o atraso na corrida das IAs generativas.

A principal mudança para o usuário final reside na capacidade de processamento. Enquanto as interações anteriores da Siri operavam com modelos locais limitados a cerca de 1,5 bilhão de parâmetros, a integração com o Gemini dá à assistente acesso a uma infraestrutura de 1,2 trilhão de parâmetros.

Na prática, isso elimina o “gargalo de compreensão” da assistente. A Siri deixa de apenas executar comandos e passa a ter consciência contextual da tela (On-screen Awareness), permitindo que ela realize tarefas complexas entre diferentes aplicativos, como extrair dados de um convite no WhatsApp e criar automaticamente um evento detalhado no Calendário, consultando rotas de trânsito em tempo real.

Apesar de utilizar a “inteligência” do Google, a Apple garantiu que a fundação de privacidade permanece inalterada. O fluxo de dados seguirá um modelo híbrido com processamento local: tarefas simples continuam sendo resolvidas no chip do aparelho. O Private Cloud Compute vai realizar consultas complexas que exigem o Gemini e serão enviadas para servidores próprios da Apple.

O diferencial técnico aqui é a garantia de que os dados do usuário não serão armazenados ou utilizados pelo Google para treinamento de modelos externos, mantendo a promessa de privacidade que é o pilar de marketing da empresa de Tim Cook.

O anúncio também sinaliza uma mudança na relação com a OpenAI. Embora o suporte ao ChatGPT continue existindo, o Gemini passa a ser o modelo de fundação padrão. Isso significa menos redirecionamentos externos e uma experiência mais nativa, onde a Siri resolve a vasta maioria das dúvidas complexas sem precisar pedir “permissão” para consultar uma ferramenta de terceiros.

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