Agora vai. Cultuadíssima por sua história no automobilismo, em especial na Fórmula 1, a britânica Lotus está de malas prontas para desembarcar no Brasil. Nas mãos de um grupo importador, ainda em sigilo, a empresa deve chegar entre o fim deste ano e o início de 2027.
Casa do piloto Ayrton Senna entre 1985 e 1987, a Lotus está desde 2017 nas mãos do grupo chinês Geely e, por aqui, terá a missão de ser o topo da cadeia alimentar das marcas já vendidas na região. Para isto, o foco será no esportivo Emira, um dos últimos de sua espécie a ainda contar com motorização a combustão. A ideia é que ela seja uma vitrine tecnológica e também de esportividade.
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Fonte: Lotus
Além do Emira, que continua o legado deixado por Colin Chapman, o criador da empresa, focando no equilíbrio de peso e potência com as sensações entre piloto e automóvel, a britânica também apostará em sua nova linha de modelos elétricos, em especial SUVs e sedãs. Os principais candidatos são o Eletre, que está no mercado desde 2022, e o Emeya, lançado em 2023.

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Como é o Emira
Substituto do icônico Evora, o Emira surgiu em 2021 e é, hoje, o carro que continua o legado pelo qual a Lotus ficou famosa desde sua criação, em 1952. Ele pode ser equipado com motorização 2.0 turbo de quatro cilindros, que trabalha em conjunto com um câmbio DCT de oito marchas em suas versões mais simples. Nessa configuração, a Lotus fala em 400 cv e 48,9 kgfm de torque, capaz de levar o bólido de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos, enquanto a velocidade máxima fica em 291 km/h.
Já nas mais equipadas, a Lotus reserva um V6 de 3,5 litros que também está na casa dos 400 cv, mas com torque de 43,8 kgfm. Ele está disponível nas configurações SE e SE Racing Line, podendo ser configurado com câmbio automático ou manual de seis marchas.



Apesar de ser o mais próximo dos antigos carros da marca, ele não é exatamente leve. Enquanto um Elise nunca passou dos 1.000 kg, o novo esportivo da marca está na casa dos 1.400 kg. Ainda assim, bem menos do que os elétricos Eletre e Emeya. E se o peso já não é o mesmo, a ideia de esportivo focado na direção continua lá. Ele é sempre configurado como um carro de dois lugares, com motor central-traseiro e altura mínima do solo, só com o necessário para poder acelerar.


Foto de: InsideEVs
Sedã e SUV elétricos tem tecnologia Geely
Os modelos mais ”pé no chão”, entretanto, ficarão a cargo dos Eletre e Emeya. O primeiro é um SUV de grande porte, com 5,10 metros de comprimento, o mesmo que um Lamborghini Urus. Ele é construído em uma plataforma chamada Electric Premium Architecture (800V, exclusiva da Lotus), que é derivada da Sustainable Experience Architecture (SEA) da Geely.
Em sua configuração de motor duplo menos potente, o Lotus Eletre traz dois motores elétricos que entregam 447 kW (600 cv) de potência, permitindo que ele acelere até 100 km/h em menos de 3 segundos – a velocidade máxima é de 260 km/h. Equipado com uma bateria de 100 kWh, a autonomia é de 600 km com uma carga pelo ciclo WLTP. O SUV tem potência de carregamento de até 350 kW, que permite adicionar 400 km de alcance em 20 minutos. Nas versões de topo, essa potência sobe para 900 cv e mais de 100 kgfm de torque.

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O Lotus Eletre também capaz de dirigir completamente sozinho, graças ao conjunto de sensores LiDAR, incluindo um que fica na parte traseira, no spoiler do teto que é recortado. Já no interior, ele é bem mais Geely do que Lotus, seguindo a tendência atual de mais telas do que botões. Segundo a Lotus, a carroceria é marcada por apêndices aerodinâmicos em todos os lugares, como capô, para-choques e aerofólio, melhorando o coeficiente e, consequentemente, também o desempenho.
Outro cotado para o Brasil é o Emeya, um sedã que utiliza a mesma base e tem foco no Porsche Taycan. Uma curiosidade é que ele é o primeiro três-volumes de quatro portas da marca depois do Carlton, baseado no Omega dos anos 1990. Tal como o SUV, ele também é bem grande, com 5,14 metros de comprimento e 3,07 metros de entre-eixos.

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Fonte: InsideEVs
O interior segue a mesma ideia do Eletre, com grande aposta em telas, mas também acabamento esmerado, que pode contar até com Alcantara no teto e nas portas. A tração é sempre integral, enquanto a motorização inclui dois motores elétricos que podem chegar aos 905 cv e 100,4 kgfm de torque. Esses números são capazes de levar o grand tourer de 0 a 100 km/h em menos de 3 segundos (ou 2,78, para ser mais exato).
Como a ideia destes carros será apostar na imagem, não espere preços tão competitivos quanto outras marcas do grupo. A ideia é que a Lotus seja uma vitrine máxima do que o conglomerado pode fazer através do know-how de todas as suas marcas.
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