No domingo, 25, o Movimento Pró-Paraná (MPP) completa 25 anos de atuação consolidada como uma das principais entidades da sociedade civil organizada voltadas ao debate, à articulação e à defesa de projetos estruturantes para o desenvolvimento do Estado. Ao longo de sua trajetória, o Movimento se destacou pela postura apartidária, pelo diálogo técnico e pela capacidade de manter pautas estratégicas na agenda pública, independentemente de governos ou ciclos políticos.
Em entrevista à Folha do Litoral News, o presidente do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski, fez um balanço da história da entidade, avalia o estágio de projetos emblemáticos, aponta gargalos ainda existentes e projeta os desafios das próximas décadas para o Paraná. Segundo ele, mais do que uma obra específica, a maior conquista da trajetória do MPP foi a construção de uma atuação permanente, com visão de longo prazo e compromisso com o interesse coletivo.
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“Eu poderia citar a Ponte de Guaratuba, que está quase pronta, ou outros empreendimentos pelos quais lutamos. Difícil escolher uma coisa só. O fato é que, ao longo desses 25 anos, o Movimento Pró-Paraná teve como maior conquista a consolidação de uma atuação permanente em defesa de projetos estruturantes para o Estado”, afirmou. Segundo Domakoski, o diferencial do MPP foi manter temas estratégicos na agenda pública, como infraestrutura logística, mobilidade, integração regional e desenvolvimento sustentável, independentemente de governos ou ciclos políticos. “O MPP ajudou a transformar demandas históricas em políticas de Estado, o que é essencial para um Paraná mais competitivo e equilibrado”, completou.
Ao longo dessas duas décadas e meia, o Pró-Paraná também se destacou pela capacidade de articular diferentes setores da sociedade, reunindo poder público, iniciativa privada, academia e entidades civis em torno de objetivos comuns. Para Domakoski, essa articulação se sustenta na credibilidade construída ao longo do tempo. “Não diria que há um segredo, mas sim o empenho em zelar por essa credibilidade. Atuamos com base em dados técnicos, diálogo qualificado e foco no interesse coletivo”, explicou. Ele reforça que a postura apartidária, institucional e propositiva é fundamental para manter um diálogo produtivo. “O respeito às divergências e a busca por consensos são essenciais”, disse.
Entre os projetos emblemáticos defendidos pelo Movimento estão a Ponte de Guaratuba, a ampliação do Aeroporto Internacional Afonso Pena e as obras de infraestrutura no Litoral do Paraná. Domakoski avalia que essas agendas avançaram de forma significativa nos últimos anos. “A Ponte de Guaratuba avança a olhos vistos. O processo de ampliação do Aeroporto Afonso Pena ainda está no começo, mas sabemos da sua relevância estratégica”, disse. No Litoral, ele lembra que melhorias importantes já foram realizadas. “Tivemos a remoção das pedras palanganas, a revitalização da orla, a engorda da praia, e agora obras viárias fundamentais para a logística e a integração regional estão em estágio inicial. São ações que fortalecem a economia e melhoram a qualidade de vida da população”, lembrou o presidente do MPP.
Apesar dos avanços, o presidente do MPP aponta que o Paraná ainda enfrenta gargalos importantes em infraestrutura e logística. “Ainda temos desafios na integração entre rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A modernização da malha ferroviária, a melhoria dos acessos aos portos e a ampliação da infraestrutura de transporte no interior do Estado impactam diretamente a competitividade”, avaliou.
Para ele, o ideal é que o Paraná avance em soluções multimodais. No planejamento urbano, Domakoski destaca a mobilidade como um dos grandes desafios, especialmente nas regiões metropolitanas.
Ao comentar o papel da sociedade civil organizada, Domakoski ressaltou que ela é fundamental para a formulação de políticas públicas de longo prazo. “A sociedade civil contribui com visão técnica, continuidade institucional e capacidade de articulação, independentemente das mudanças políticas. Movimentos como o Pró-Paraná ajudam a qualificar o debate público, acompanhar a execução de projetos e garantir que o interesse coletivo esteja acima de agendas circunstanciais”, afirmou.
Olhando para o futuro, o presidente do Movimento Pró-Paraná aponta desafios relacionados à sustentabilidade, inovação, transição energética, logística e inclusão social. Segundo ele, a entidade pretende continuar atuando como um espaço de diálogo estratégico. “Vamos seguir antecipando debates, defendendo o planejamento de longo prazo e apoiando iniciativas que promovam desenvolvimento econômico com responsabilidade ambiental e social”, disse.
Por fim, Domakoski deixou uma mensagem às novas lideranças paranaenses, reforçando a importância do compromisso com o bem público. “Planejamento, cooperação institucional e visão de longo prazo são fundamentais para transformar realidades. O desenvolvimento sustentável exige diálogo, responsabilidade e coragem para pensar além do curto prazo. O Paraná tem enormes potencialidades, e cabe às novas lideranças trabalhar de forma integrada para transformá-las em oportunidades para toda a sociedade”, finalizou.