Durante cerca de três horas, os bombeiros de sete quartéis trabalharam no combate ao incêndio que atingiu pelo menos seis lojas nos Pavilhões 22 e 23 da Ceasa, em Irajá, Zona Norte do Rio, nesta terça feira. Antes das 10h, os integrantes da corporação deixaram o local, momento em que funcionários passaram a limpar os estabelecimentos, jogando caixas derretidas, paletes queimados e alimentos no lixo.
De herdeiro do impeachment à saída sob risco de cassação: Castro deixa o governo do Rio; veja balanço da gestão
Pai de Henry chora enquanto réus comemoram decisão: Monique deixa a prisão após adiamento do júri
A loja mais atingida foi uma de frutas no Pavilhão 22, que ficou completamente destruída. Segundo informações de um funcionário da segurança da Ceasa, o fogo teria começado num curto-circuito nesse estabelecimento. Os demais imóveis atingidos são vizinhos.
— Estava com pouco fogo, depois alastrou. Os carregadores (de mercadorias) estão de parabéns. Usaram as mangueiras (de incêndio) e não deixaram o fogo se alastrar para o outro lado. Se não, ia ser uma tragédia — diz Helder Barbosa, que trabalha no departamento financeiro de uma loja.
Mais cedo, o prefeito Eduardo Cavaliere esteve no local e comentou sobre o novo sistema splinter que está sendo instalado desde dezembro, quando 28 lojas foram atingidas pelo fogo na central de abastecimento.
— A partir do último incêndio, teve uma adaptação já em parte dessas lojas, (para que aqui) a gente tenha um sistema de splinter que consiga controlar mais rapidamente a situação num caso como esse — disse Cavaliere, parabenizando os bombeiros.
Há um sistema já instalado, mais antigo e com uma capacidade menor, pois os canos são mais finos. Ele foi acionado e fez jorrar água sobre a loja mais cedo. No momento, há um novo sistema sendo instalado, com capacidade maior de combate a incêndios.
Equipes da Comlurb foram acionadas para remover o lixo descarados nessas lojas. A Defesa Civil municipal também trabalha no local.
Depois que os bombeiros foram embora, funcionários alertaram para um possível novo foco de incêndio. Bombeiros civis da Ceasa foram acionados, mas não passou de um susto.
A Polícia Civil abriu uma investigação, por meio da 27ª DP (Vicente de Carvalho), para esclarecer as causas do incêndio.