OS TATTVAS

O AKASHA E OS CENTROS DE FORÇA

O Ocultismo ensina que o Akasha encerra e compreende os sete centros de força e, portanto, os seis tattvas, de que ele é o sétimo, ou antes, de que ele constitui a síntese (nesse caso, vale por três, porquanto, como dissemos, por ele fluem os outros dois). Mas, se considera o Akasha representando apenas uma ideia exotérica, Rama Prasad estaria com a razão, porque, admitindo ser esse tattva onipresente no uni- verso, devemos conformar-nos com a limitação purânica, para ser melhor compreendido, colocando-o, então, no começo ou além dos quatro planos de nossa cadeia ter- restre, seguido dos dois tattvas superiores, ainda latentes, relativos ao sexto e sétimo sentidos. Por tudo isso, enquanto as filosofias sânscrita e indiana não consideram se- não cinco tattvas, os verdadeiros ocultistas estudam mais dois, fazendo-os corresponder a todos os setenários da Evolução.

AS SETE FORÇAS SUTIS

Os tattvas ocupam a mesma ordem que as sete forças macro e microcósmicas, a saber:

  1. Adi: a força primordial universal, existente no começo da manifestação, ou no pe- ríodo da criação, no seio do eterno imutável Sat, e substrato de Tudo. Corres- ponde ao envoltório áurico, o Ovo de Brahmã, no qual, por sua vez, estão envol- vidos não só os globos, como os homens, os animais e todas as coisas. É o veículo que contém potencialmente o espírito e a Substância, a Força e a Matéria. Adi- Tattva, na Cosmogonia esotérica, é a Força emanada do Primeiro Logos ou Logos não manifestado.
  • Anupádaka: a primeira diferenciação sobre o plano do ser, diferenciação ideal, originando-se de transformação de algo mais elevado. Para os ocultistas, procede do Segundo Logos.
  • Akasha: ponto de partida de todas as filosofias e de todas as religiões exotéricas. Estas descrevem-no como sendo a força etérica, o éter. O próprio Júpiter, o “Deus altíssimo”, era chamado Pater Aether. Indra, que em certa época foi o maior Deus dos hindus, representa a expansão etérica celeste, e é o mesmo Urano. O Deus

cristão é também representado como Espírito Santo, Pneuma, o Vento ou Ar ra- refeito. Os ocultistas chamam a este tattva de força do terceiro Logos, Força cria- dora do Universo já manifestado.

  • Vayu: o plano aéreo onde a substância se acha em estado gasoso.
  • Tejas: o plano da nossa atmosfera.
  • Apas: a substância ou força aquosa ou líquida.
  • Pritivi: a substância terrestre sólida, o espírito ou força terrestre, o mais sólido.

Correspondem aos sete princípios, aos sete sentidos e aos sete centros de força existentes em nosso duplo etérico. O corpo humano age e reage segundo “tattva” nele gerado ou introduzido de um plano externo.

LOCALIZAÇÃO DOS TATTVAS NO CORPO HUMANO

Na filosofia exotérica da Hata-ioga, indica-se vagamente o cérebro como sede física do Akasha. Tejas localizar-se-ia nas espáduas. Vayu na região umbilical. Apas, nos joelhos e Pritivi nos pés. Assim, os dois tattvas superiores – ADI e ANUPÁDAKA – por serem ignorados, são simplesmente omitidos. No entanto, são os fatores prepon- derantes da Raja-ioga. Nenhum progresso espiritual e mental pode ser conseguido sem as suas vibrações.

A localização, ou melhor, a correspondência anátomo-fisiológica dos tattvas, como a dos chacras, não é precisamente a que tem sido divulgada. Em verdade o as- sunto é demasiado complexo para poder ser claramente exposto em livros e revistas. No concernente aos tattvas e suas vibrações nos diversos departamentos orgânicos, procuramos, mediante a ilustração da figura, corrigir os lapsos aqui apontados.

Vejamos com olhar clarividente o ovo áurico de um indivíduo equilibrado. Na cabeça, correspondente ao mundo divino, distinguem-se as cores azul e dourada, de Manas e Búdi bafejados por Atmã. Dourada para o olho direito, ou búdico, e azul para o esquerdo, ou manásico.

Helena Petrovna Blavatsky aconselhava uma ioga em que se mentalizava a re- cepção, pelo “olho de Búdi”, de uma faixa de cor amarelo-ouro, indo ter à glândula pineal, acompanhada da vibração da nota mi, ao harmônio ou piano. A mistura das duas referidas cores dá, como se sabe, o verde. E sendo esta a cor de Vayu, o ar, deve ele estar no peito, respondendo pelo abastecimento e funcionamento da árvore res- piratória.

O encarnado abrange a região do estômago, fígado, baço e a umbilical, onde o verde e o vermelho se unem. Note-se que na região sexual figura o signo de Scorpio, do planeta Marte. Este possui a cor encarnada do mesmo Tejas, e da guna ou quali- dade de matéria Tamas, que é a mais grosseira das três. Por isso, o indivíduo que tenha predominância dessa cor em qualquer parte do corpo (principalmente na ca- beça), exceto na região pubiana, é sem dúvida involuído. De fato, a cor vermelha é a que envolve o ovo áurico do selvagem.

o – O – o

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