Entre nos nossos canais do Telegram e WhatsApp para notícias em primeira mão.
Telegram: [link do Telegram] WhatsApp: [link do WhatsApp]
A Polícia Federal (PF) instaurou uma investigação para analisar as movimentações financeiras de empresas pertencentes à influenciadora Virgínia Fonseca e ao cantor Zé Felipe. A informação foi divulgada pela revista Piauí. O inquérito foi aberto com base em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que chamaram a atenção dos investigadores.
Os valores e as empresas na mira
Uma das principais empresas sob investigação é a Talismã Digital, mantida pelo casal. Entre março e setembro de 2024, a companhia teria recebido R$ 22,4 milhões. A maior parte desse valor, cerca de R$ 17,7 milhões, teria sido enviada por uma única empresa, a AMP Pay Marketing e Negócios, em cinco transferências via Pix, segundo documentos obtidos pela reportagem.
O volume das operações chamou a atenção do sistema financeiro porque a AMP Pay é enquadrada no regime do Simples Nacional, destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. A companhia também teria como endereço fiscal um box comercial localizado no Centro de Itajaí (SC).
Outra empresa sinalizada
A Wepink (também registrada como WPink), marca de suplementos nutricionais de Virgínia Fonseca, também foi alvo de comunicações ao Coaf. O Mercado Pago informou operações consideradas atípicas realizadas entre 2 de janeiro e 13 de março de 2025.
Nesse período, os créditos da conta teriam somado R$ 44,6 milhões, enquanto os débitos alcançaram R$ 43,5 milhões.
O Banco Itaú também emitiu um alerta envolvendo a empresa, que possui faturamento anual declarado ao Banco Central de R$ 75 milhões. Em 2024, a instituição financeira reportou 190 transações, que totalizaram R$ 502 mil, realizadas entre 21 de novembro de 2023 e 21 de maio de 2024. As operações envolveram depósitos em espécie efetuados em diferentes agências bancárias.
O que diz a defesa
Os advogados de Virgínia Fonseca se manifestaram sobre as suspeitas. Em nota, afirmaram que a Talismã Digital “utiliza de forma esporádica o mecanismo de antecipação de recebíveis de cartão de crédito, prática lícita e amplamente adotada no mercado”.
O advogado Felipe dos Santos de Paula acrescentou que “todas as operações foram regularmente declaradas perante os órgãos fiscais competentes”.
Sobre os depósitos em espécie realizados em diversas agências, a defesa afirmou que os valores correspondem a parte das receitas obtidas com vendas diárias dos quiosques da empresa, o que explicaria a realização de depósitos em diferentes locais.
