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O nível mais baixo em 22 anos: o alerta da agência americana sobre petróleo

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Os estoques de petróleo das principais economias mundiais estão caminhando para os menores níveis desde pelo menos 2003. A informação é da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), divulgada nesta terça-feira (9). O motivo é o consumo das reservas para compensar a perda de mais de 11 milhões de barris por dia de produção no Oriente Médio por causa da guerra envolvendo o Irã.

De acordo com a EIA, as reservas totais de petróleo bruto dos países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) cairão para pouco menos de 2,3 bilhões de barris em dezembro. Esse volume baixo não era registrado desde 2003, quando a agência começou a fazer esse acompanhamento.

A projeção considera que o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial – dificilmente voltará aos níveis anteriores ao conflito antes de 2027.

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Preços do petróleo devem disparar

A rápida redução dos estoques, necessária para compensar a perda de produção no Oriente Médio, prepara o terreno para um forte aumento dos preços do petróleo nos próximos meses, alertou a agência.

A EIA projeta que o preço do barril do tipo Brent, referência internacional, deve atingir uma média de US$ 105 em junho e julho no mercado à vista. Esse valor é bem superior aos US$ 91,60 registrados na terça-feira no mercado de futuros.

As recentes notícias de que Estados Unidos e Irã estavam próximos de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz haviam pressionado os preços para baixo nas últimas semanas. No entanto, a agência ressalva:

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“No momento da redação deste relatório, o acordo ainda não foi fechado. A maior parte da produção de petróleo da região continua paralisada, e as reservas mundiais de petróleo seguem caindo para atender à demanda.”

Demanda mundial deve cair pela primeira vez desde a pandemia

Com os preços altos, a redução da disponibilidade de combustível e as iniciativas governamentais de economia, a EIA prevê que a demanda mundial de petróleo cairá pela primeira vez desde a pandemia de 2020. A agência projeta uma redução de 1,1 milhão de barris por dia neste ano, revertendo a previsão anterior de um aumento de 200 mil barris diários.

“Devdue à magnitude da redução das reservas mundiais, prevemos que os preços do petróleo se manterão altos até que os fluxos mundiais de petróleo voltem aos níveis normais e as reservas sejam repostas”, concluiu a agência.

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