Após Lionel Messi igualar Miroslav Klose como o maior artilheiro da Copa do Mundo na vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, na última terça-feira, os olhos se voltaram a Cristiano Ronaldo, que poderia se tornar o primeiro jogador a marcar em seis edições do torneio, na estreia de Portugal contra a RD Congo nesta quarta, em Houston, nos Estados Unidos. Os portugueses até saíram na frente, mas viram uma atuação apagada de CR7 — não finalizou ao gol — e ainda sofreram um empate histórico dos congoleses.
Apesar de ter utilizado dois atacantes pelos lados nos últimos amistosos antes da Copa, Roberto Martínez optou por montar um meio-campo mais recheado de qualidade técnica. Os primeiros minutos deram razão ao treinador espanhol. Isso porque João Neves aproveitou o cruzamento de Pedro Neto para marcar de cabeça o seu primeiro gol em Copas e, de quebra, o segundo mais rápido desta edição até aqui (5 minutos e 32 segundos).
Por outro lado, a abertura do placar logo no início não teve o efeito esperado para a seleção portuguesa. Desde então, o time passou a abusar da circulação de bola, com trocas de passe lentas e pouca verticalidade, o que facilitou a marcação da RD Congo. Exemplo disso é que Cristiano Ronaldo teve dificuldades para participar do jogo em meio à linha de cinco defensores.
Para piorar a situação, a RD Congo não apenas conseguiu neutralizar o ataque português, como também aproveitou a desatenção defensiva para empatar: Wissa apareceu completamente livre na pequena área e marcou o primeiro gol da seleção na história da Copa do Mundo, aos 49 minutos do primeiro tempo.
Diante da baixa produção ofensiva, Martínez optou por tirar o meia Bernardo Silva, que deixou o Manchester City e foi recém-anunciado no Real Madrid, para a entrada do atacante Francisco Conceição. Ainda assim, a RD Congo manteve a solidez defensiva e passou a ser mais perigosa nos contra-ataques. Na reta final, Portugal aumentou a pressão, mas Cristiano Ronaldo, desta vez, não conseguiu assumir o protagonismo.