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Conheça os números que fazem da Linha 6 a maior obra de mobilidade urbana da América Latina

O Governo de São Paulo inaugura nesta semana a primeira parte da maior obra de mobilidade urbana em implantação na América Latina, a Linha 6-Laranja de metrô. Com investimento de R$ 19 bilhões, o projeto em parceria público-privada terá, quando completo, 15,3 km de extensão, 15 estações, 22 trens e capacidade para transportar cerca de 633 mil passageiros por dia.

Nesta primeira fase, serão inauguradas seis estações, de João Paulo I até Perdizes, com acesso gratuito.

Investimentos na Linha 6-Laranja

Ao todo, o investimento para a construção da Linha 6-Laranja é de R$ 19 bilhões. Ao longo de sua construção, a obra gerou 11 mil empregos diretos. Paralisadas em 2016, as obras foram retomadas em 2020 com nova concessionária. Em 2025, a escavação dos túneis foi concluída e o primeiro trem da linha foi entregue. 

Deslocamentos reduzidos

O projeto completo da Linha 6-Laranja vai da Estação Brasilândia até a Estação São Joaquim. Atualmente, este trajeto é feito de ônibus em cerca de 1h30. Com a inauguração completa da linha, este tempo será reduzido para 23 minutos, resultando em mais qualidade de vida à população, além de redução de congestionamentos e de emissão de poluentes.

Ao todo, serão 15 estações distribuídas em 15,3 quilômetros de extensão. Neste primeiro momento, o Governo de São Paulo vai inaugurar seis estações, de João Paulo I até Perdizes. Em operação plena, a expectativa é atender cerca de 633 mil pessoas todos os dias.

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Tatuzões de 2 mil toneladas

As escavações da Linha 6-Laranja usaram duas tuneladoras, equipamentos popularmente conhecidos como “tatuzões”. A função delas é escavar o túnel por onde o metrô vai passar ao mesmo tempo que instala o revestimento estrutural do túnel.

Tatuzão da Linha 6-Laranja em operação, setembro de 2024. Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Um dos “tatuzões” foi batizado de Maria Leopoldina, em homenagem à imperatriz do Brasil durante o período da independência. O equipamento pesou 2 mil toneladas, com 109 metros de comprimento e 10,6 metros de diâmetro de escavação. A máquina tem cabine de comando, esteira para retirada do material escavado, refeitório e cabine de enfermagem.

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A Maria Leopoldina, ou Tatuzão Sul, percorreu cerca de 8,9 quilômetros desde a região da Marginal Tietê até chegar à Estação São Joaquim, concluindo a escavação do trecho sul. Ela chegou à última estação em fevereiro de 2025. Em outubro de 2024, o Tatuzão Sul bateu recorde ao escavar 41,3 metros em 24 horas. Dos 15 quilômetros de via da Linha 6-Laranja, praticamente 13 km foram escavados com tatuzões. A obra também utilizou outros métodos, como NATM (do inglês New Austrian Tunneling Method, ou Novo Método Austríaco de Tunelamento) e vala a céu aberto.

A operação do tatuzão envolve cerca de 50 pessoas, divididas em três turnos de trabalho. Entre os profissionais envolvidos estão operadores, técnicos de manutenção mecânica e elétrica, engenheiros, agrimensores e equipes de saúde e segurança.

Trens da Linha 6-Laranja

A frota total prevista da Linha 6-Laranja é de 22 trens. Cada trem tem capacidade de transportar 2.044 pessoas e pode chegar a até 90 km/h. Durante a operação comercial, a velocidade deve ser de 80 km/h.

A Linha 6-Laranja terá algumas das estações mais profundas do metrô de São Paulo. Por enquanto, a mais funda será Água Branca, inaugurada neste primeiro trecho. Ela tem 47,8 metros de profundidade e ultrapassa a Santa Cruz, da Linha 5-Lilás. Quando totalmente inaugurada, a Linha 6 terá a Estação Itaberaba-Hospital Vila Penteado como a mais profunda, com 65 metros.

Operação assistida

O primeiro trecho da Linha 6-Laranja a ser inaugurado vai da Estação João Paulo I até Perdizes. Neste primeiro momento, a operação será assistida, com funcionamento de segunda a sexta, das 10h às 15h. Não haverá cobrança de tarifa. Haverá somente um trem por via e o intervalo deve ser de 13 minutos.

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