Setor privado brasileiro tem em Washington a principal chance de reverter ou suavizar as novas alíquotas
Uma audiência pública para discutir as tarifas de 25% que os Estados Unidos pretendem impor sobre produtos brasileiros começa nesta 2ª feira (6.jul.2026), às 11h (horário de Brasília). O evento reúne representantes do setor produtivo brasileiro e norte-americano com autoridades do governo de Donald Trump (Partido Republicano), em Washington.
O setor privado brasileiro considera a audiência a principal oportunidade para tentar reverter ou reduzir as tarifas antes da decisão final, marcada para 15 de julho de 2026. Leia o cronograma completo da audiência (PDF, em inglês – 155 kB).
As tarifas foram recomendadas pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) com base em uma investigação conduzida sob a Seção 301 da legislação norte-americana. O relatório cita como justificativas para a medida o suposto favorecimento ao Pix, acordos comerciais preferenciais, etanol, desmatamento, corrupção e pirataria.
A audiência será realizada na Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos e está dividida em 14 painéis. Os 7 primeiros serão realizados nesta 2ª feira (6.jul.2026). Os demais começam às 11h (horário de Brasília) da 3ª feira (7.jul.2026).
Cada participante inscrito terá 5 minutos para apresentar um resumo executivo em defesa da cadeia produtiva que representa. Depois das apresentações, o USTR poderá fazer perguntas aos participantes, que terão direito de responder.
Os preparativos começaram em junho de 2026. Os interessados tiveram até 22 de junho para solicitar participação e até 1º de julho para enviar manifestações por escrito, que servirão de base para as apresentações durante a audiência.
Flávio falará no 2º dia
Entre os participantes confirmados está o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Ele falará em 7 de julho e será o 1º inscrito a se manifestar no 2º dia da audiência.
Em uma apresentação de 5 minutos, Flávio pretende pedir a suspensão do tarifaço e defender uma “resolução construtiva e negociada das questões identificadas na investigação”.
Segundo o senador, a aplicação das tarifas “beneficiaria” o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão final sobre a medida cabe ao presidente Donald Trump e deve ser anunciada até 15 de julho de 2026.