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Boulos diz que Trump interferiu na Copa e chama Flávio de “bajulador”

Ministro classificou os episódios como ameaça à soberania e afirmou que o senador quer “representar os interesses do Trump” no Brasil

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), afirmou nesta 5ª feira (9.jul.2026) que a forma como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), interferiu na Copa do Mundo realizada no país mostra o que o norte-americano “está disposto a fazer por trás das câmeras”.

Boulos também classificou os episódios como uma ameaça à soberania nacional e criticou a proximidade da família de Jair Bolsonaro (PL) com o governo dos Estados Unidos. 

“Se na Copa ele [Trump] encontrou o bajulador da vez, o Infantino da Fifa, aqui ele encontrou o bajulador de plantão [Flávio], aliás, uma família de bajuladores. O bananinha que tá por lá, comendo dinheiro do ‘Dark Horse’, e o Flávio, que quer ser candidato a presidente para representar os interesses do Trump e dar a transição para ele”, afirmou Boulos em vídeo.

O termo “bananinha“ é usado entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se referir ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde o início de 2025.

Para sustentar a afirmação sobre Trump, Boulos citou 3 episódios. O 1º envolveu a derrubada da suspensão automática de um jogador da seleção norte-americana depois de uma ligação de Trump ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.

Segundo Boulos, a Fifa acatou o pedido, o atleta entrou em campo, mas a seleção dos Estados Unidos foi eliminada pela Bélgica por 4 a 1. Trump confirmou a ligação em conversa com jornalistas, mas Infantino nega que ela tenha influenciado a decisão.

O ministro mencionou também o veto a um árbitro africano escalado para o torneio, que teria sido proibido de entrar em um aeroporto norte-americano. Boulos declarou que a decisão foi motivada por preconceito e racismo. O 3º caso citado foi o interrogatório do artilheiro da seleção do Iraque em um aeroporto nos EUA, que incluiu a vistoria de seu celular.

Ao estender as críticas à política interna brasileira, Boulos disse: “Imagine o que esse cara não está disposto a fazer por trás das câmeras, nos bastidores. O Trump disse outro dia que o próximo desafio dele era o Brasil, depois que teve a eleição do Peru, da Colômbia, que a extrema-direita ganhou”.

Assista ao vídeo (2min20s):

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