A cidade de Paranaguá recebe nos dias 19, 20 e 21 de dezembro a Mostra e Feira de Artes Indígenas – Caminhos das Plumas e Miçangas: Memória Ancestral, um evento gratuito que celebra, fortalece e dá visibilidade à cultura indígena Mbya-Guarani. A programação acontece no Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e é aberta a toda a comunidade.
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O projeto é aprovado no Edital de Chamamento Público Municipal de Paranaguá nº 003/2024, proveniente da Lei Paulo Gustavo nº 195/2022, política pública de fomento à cultura que tem como objetivo fortalecer iniciativas culturais em todo o país, especialmente aquelas voltadas à valorização da diversidade, da memória e das identidades tradicionais.

“Idealizada por Juliana Kerexu, cacique da aldeia Tekoa Takuaty, localizada na Ilha da Cotinga, em Paranaguá, a mostra nasce do desejo de preservar e compartilhar os saberes ancestrais indígenas, com destaque para as técnicas tradicionais de produção de artesanatos feitos com plumas e miçangas. Esses saberes são transmitidos entre gerações e fazem parte da identidade cultural do povo Mbya-Guarani”, informou a assessoria.
A abertura da mostra acontece no dia 19 de dezembro, às 14h, com uma roda de conversa conduzida pela cacique Juliana Kerexu, criando um espaço de escuta, troca de saberes e reflexão sobre a cultura indígena, seus desafios contemporâneos e a importância da preservação dos territórios e tradições. “Na sequência, o público poderá acompanhar a apresentação do Coral Nhe’e Porã, formado por indígenas da aldeia Tekoa Takuaty. O coral apresenta cantos tradicionais Mbya-Guarani que expressam espiritualidade, ancestralidade e a relação profunda com a natureza”, reforçou.


Nos dias 20 e 21 de dezembro, das 10h às 20h, a mostra segue aberta para visitação, juntamente com a feira de artesanato. Durante esses dias, as artesãs indígenas da aldeia Tekoa Takuaty estarão expondo e comercializando seus trabalhos, oferecendo ao público a oportunidade de adquirir peças únicas, feitas à mão, que carregam significados culturais, espirituais e identitários. A comercialização dos artesanatos também representa uma importante fonte de renda e autonomia para as mulheres da comunidade.
“Além da valorização da arte indígena, a Mostra e Feira de Artes Indígenas tem como compromisso a acessibilidade e a inclusão, garantindo que diferentes públicos possam participar das atividades culturais. A proposta reforça a cultura como um direito de todos e promove o diálogo entre os povos indígenas e a sociedade em geral”, destacou.
A iniciativa busca aproximar o público urbano da cultura indígena viva, contribuindo para o combate ao preconceito, para o fortalecimento da memória ancestral e para a valorização dos povos originários como protagonistas de suas próprias narrativas.
Com informações da assessoria de comunicação