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Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% do PIB em 2026

O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026, segundo o Boletim Macrofiscal de maio apresentado nesta segunda-feira (18), em Brasília. No mesmo documento, a Secretaria de Política Econômica (SPE) revisou a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,7% para 4,5%, em um cenário de pressão internacional provocada pela alta do petróleo e pelas tensões no Oriente Médio.

De acordo com a SPE, o novo ambiente externo foi alterado pelo conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, com efeitos sobre inflação, juros e crescimento em diferentes países. Na apresentação, a secretária de Política Econômica, Débora Freire, afirmou que o boletim traz o diagnóstico do governo diante de um choque de oferta com repercussão global.

Mesmo com a desaceleração esperada da economia mundial, a equipe econômica avaliou que a atividade brasileira segue sustentada por serviços, indústria e mercado de trabalho. Segundo a secretária, a mediana do boletim Focus para 2026 subiu de 1,8% para 1,9%, incorporando o efeito da valorização do petróleo sobre a indústria extrativa e os termos de troca.

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O subsecretário de Política Macroeconômica, Rafael Leão, disse que a política monetária restritiva continua atuando como fator de contenção da atividade, mas parte desse efeito é compensada pela alta do petróleo, pela melhora do saldo comercial e pelo desempenho da indústria extrativa. O boletim também destacou a condição do Brasil como exportador líquido de petróleo e a participação de fontes renováveis na matriz energética, estimada em 50%.

Para o setor agropecuário, a revisão da inflação é um dado central porque a própria SPE atribui parte da alta prevista do IPCA ao avanço dos combustíveis, fretes e custos de produção. Esses componentes têm efeito direto sobre transporte, insumos e logística das cadeias rurais. Ao mesmo tempo, o quadro fiscal e a trajetória dos juros seguem relevantes para crédito, investimento e comercialização.

Na área fiscal, o subsecretário de Política Fiscal, Rodrigo Toneto, afirmou que as expectativas de mercado para resultado primário e dívida pública melhoraram, segundo o Prisma Fiscal. Não foram detalhados, no material informado, novos parâmetros específicos para o impacto setorial no agro.

O cenário descrito pela Fazenda combina crescimento mantido em 2,3% com inflação mais alta, de 4,5%, em um contexto de petróleo pressionado e juros ainda restritivos. Para produtores e agentes das cadeias agropecuárias, o monitoramento de combustíveis, fretes, crédito e câmbio permanece como variável técnica relevante nos próximos meses, embora o boletim não apresente projeções específicas para o setor rural.

Fonte: gov.br

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