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Jornada Pedagógica fortalece práticas de alfabetização e formação leitora em Itaquá

Evento reuniu educadores em dois dias de valorização das múltiplas linguagens no processo de aprendizagem

A Prefeitura de Itaquaquecetuba, por meio da Secretaria de Educação, realizou a Jornada Pedagógica 2026 com o tema “Do colo da língua às trilhas da leitura”, promovendo momentos de formação, diálogo, aprofundamento sobre alfabetização, literatura e construção do leitor.

O encontro reuniu profissionais da rede municipal de ensino e teve como proposta ampliar o olhar sobre o processo de alfabetização, compreendendo que ensinar vai além da apropriação de códigos e envolve acolhimento, valorização das vivências e reconhecimento das trajetórias linguísticas de cada criança.

“O momento foi pensado para fortalecer o olhar humano e sensível dos educadores, reconhecendo que cada criança traz consigo formas próprias de se comunicar e aprender. Discutir alfabetização a partir do acolhimento e da diversidade é investir em uma educação mais significativa e transformadora”, destacou a secretária de Educação, Maria Cristina Perpetuo.

No primeiro dia, a palestrante Rosângela Veliago conduziu a palestra “Alfabetização: do acolhimento da língua materna à apropriação do sistema de escrita”, abordando práticas pedagógicas fundamentadas na escuta, no respeito às identidades culturais e na construção significativa da aprendizagem.

Já no segundo dia, ocorreu a mesa redonda “Literatura e jogos: formação do sujeito leitor”, com participação da pedagoga e contadora de histórias Erika Brasil e do escritor indígena Cristino Wapichana.

Cristino Wapichana compartilhou reflexões sobre literatura, ancestralidade e identidade cultural, destacando a importância da palavra como ferramenta de resistência e pertencimento. O autor possui obras reconhecidas nacional e internacionalmente, incluindo o livro A Boca da Noite, traduzido para o sueco e premiado na Suécia pelo International Board on Books for Young People.

Erika Brasil abordou a potência das narrativas populares, das brincadeiras e dos jogos indígenas como instrumentos pedagógicos capazes de estimular a leitura, a criatividade e o desenvolvimento das crianças. Sua atuação é voltada à educação antirracista e à valorização das culturas tradicionais e afro-indígenas.

“Investir na formação dos educadores é investir no futuro das crianças. O evento consolida uma educação pública que está preparada para os desafios da aprendizagem contemporânea”, concluiu o prefeito Eduardo Boigues.

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