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Polícia realiza operação contra Tren de Aragua no Brasil

A Polícia Civil de Roraima deflagrou nesta terça-feira (16) uma operação que mira a organização transnacional Tren de Aragua, facção criminosa venezuelana considerada terrorista pelos EUA. Na operação Rota do Norte, são cumpridos 25 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão para desarticular a atuação do bando em cinco estados do Brasil.

Além de Roraima, os mandados foram expedidos para o Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Os crimes investigados pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Roraima incluem tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e o comércio ilegal de armas pesadas. A facção venezuelana fornecia armamento de grosso calibre para a facção brasileira Comando Vermelho (CV) no Rio e no Amazonas.

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Nesta ação, a Draco colaborou com o Ministério da Justiça e a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento a Organizações Criminosas (Renorcrim). Ao final da operação, a Polícia Civil de Roraima informou que apresentará um balanço da ação.

Tren de Aragua: uma multinacional

Fundado nos anos 2010, o Tren de Aragua surgiu de um sindicato de trabalhadores que supostamente extorquia empreiteiras em obras inacabadas de uma ferrovia local no estado de Aragua.

A facção prosperou com o expansionismo e a visão do criminoso Niño Guerrero, passando de simples gangue carcerária para se tornar a organização criminosa mais poderosa da Venezuela e uma ameaça internacional.

Aproveitando-se do fluxo migratório gerado pela pobreza do país, a partir de 2018, o bando espalhou suas células criminosas por países como Colômbia, Peru, Chile, Equador, Brasil e Panamá, estabelecendo bases em grandes centros urbanos como Bogotá, Lima e Santiago.

Com a expansão, o portfólio de crimes do cartel também cresceu. Além do narcotráfico, o grupo é investigado por redes internacionais de contrabando de migrantes e redes de tráfico humano voltadas à exploração sexual.

Assim, a exemplo de organizações criminosas brasileiras como o PCC e o Comando Vermelho, o grupo cobra taxas de segurança a comerciantes locais, além de praticar agiotagem disfarçada e assassinatos sob encomenda. A “multinacional criminosa” chega também a explorar minas ilegais de ouro no sul da Venezuela e fornece armamento de calibre militar para quadrilhas aliadas.

Em 2025, o governo dos Estados Unidos designou formalmente o Tren de Aragua como uma Organização Terrorista Estrangeira.

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