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Cristãos utilizam ferramentas de inteligência artificial mais que a média da população

A Inteligência artificial ChatGPT (Foto: Reprodução)

Pesquisa indica que cristãos praticantes nos EUA utilizam IA com maior frequência em suas rotinas pessoais e profissionais, superando a média da população e pastores

Cristãos praticantes nos Estados Unidos demonstram um uso significativamente mais elevado de inteligência artificial (IA) tanto em suas vidas pessoais quanto no ambiente de trabalho, quando comparados à média da população adulta americana e, especialmente, aos seus pastores. A constatação é de uma nova pesquisa conduzida pelo instituto Barna.

Os dados revelam que 15% dos adultos americanos utilizam IA “com muita frequência” em suas vidas pessoais, enquanto 16% o fazem “frequentemente” e 29% “às vezes”. Entre os cristãos praticantes, esses percentuais saltam para 26% que usam IA “com muita frequência”, 18% “frequentemente” e 24% “às vezes”.

Uma diferença notável surge ao comparar o uso de IA por cristãos praticantes e seus líderes religiosos. Um levantamento separado com 442 pastores protestantes nos EUA apontou que apenas 5% utilizam IA “com muita frequência” em suas vidas pessoais, com 16% empregando-a “frequentemente” e 34% “às vezes”.

A tendência se mantém quando o foco é o uso de IA para fins profissionais. Cerca de 21% dos cristãos praticantes relataram usar a tecnologia “com muita frequência” em seus trabalhos, em contraste com 12% dos adultos americanos em geral e apenas 6% dos pastores.

Um ponto em comum entre cristãos e não cristãos no uso de IA é a finalidade principal. Mais de 60% em ambas as demografias indicaram ter utilizado a tecnologia para buscar informações específicas, o que representa o uso mais reportado.

A pesquisa apontou ainda que cristãos praticantes utilizam IA para uma gama mais ampla de propósitos do que os adultos americanos em geral, o que pode explicar o uso geral mais elevado. A maior disparidade foi observada na área de escrita, onde mais de 40% dos cristãos praticantes afirmaram ter usado IA para escrever, editar, traduzir e resumir textos, contra pouco mais de 30% do público geral.

Daniel Copeland, Vice-Presidente de Pesquisa na Barna, comentou que a distinção principal não está em quem usa ou não a IA, mas na frequência com que ela é empregada. “Os pastores entendem que a IA existe, mas não estão imersos nela da mesma forma que seus congregados engajados podem estar”, afirmou.

Copeland alertou para o risco de os pastores subestimarem o quão comum a IA se tornou para as pessoas ao seu redor. “Para a maioria dos cristãos praticantes, a IA não é para uso ocasional. Ela já está integrada em como trabalham, aprendem e tomam decisões”, concluiu.

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