SÃO PAULO – A Corazul chegará ao Brasil antes do previsto e permanecerá por mais tempo na temporada 2026/2027. A estreia do navio Buenavista, inicialmente programada para 6 de novembro, foi antecipada para 23 de outubro, enquanto a operação, que terminaria em 6 de março, agora seguirá até 26 de março. As novidades foram anunciadas nesta quinta-feira (10), durante evento da companhia com operadores e agentes de viagens no bairro Itaim Bibi.
A antecipação da chegada e a extensão da temporada fazem parte de uma estratégia mais ampla para marcar a entrada da companhia no mercado brasileiro. Segundo Ricardo Amaral, CEO da R11, distribuidora da Corazul no país, a empresa prepara uma campanha nacional que inclui mais de mil inserções em TV por assinatura, ações em veículos de imprensa e trade media, além de iniciativas direcionadas individualmente às agências.
“Tudo que estamos colocando juntos é algo realmente relevante. Em termos de preço, promoção, atividades, comissão, o custo de marketing é realmente relevante e nós esperamos uma resposta significativa.”
Corazul prepara operação mais próxima do público brasileiro
Além da campanha de lançamento, a companhia vem trabalhando na adaptação do produto ao perfil do mercado brasileiro. Camille Appeldoorn, COO da Corazul Cruceros, reforçou que a operação brasileira não será tratada como um projeto pontual. Segundo ele, a companhia pretende permanecer no país e trabalhar a evolução do produto a partir do retorno recebido de passageiros e do mercado.
“Estamos aqui para ficar. Não é uma operação de uma vez só. Não é um teste. Nossa ambição é mais do que um navio,”
A estratégia da companhia prevê ainda a possibilidade de ampliar a permanência no Brasil no futuro. A Corazul estuda uma operação anual que permita manter o navio no país por mais tempo antes de seguir para outros mercados.
A companhia também pretende utilizar a primeira temporada para aperfeiçoar a experiência oferecida a bordo. A proposta, segundo o executivo, é receber sugestões do mercado e ajustar o produto ao longo da operação: “Nós não queremos fazer algo novo para o mercado. Estudamos por um longo tempo, colocamos isso no papel e agora queremos ver, viver e ajustar, para tornar ainda melhor”.
A operação inicial terá sete portos no Brasil e seguirá um modelo voltado ao mercado nacional. Para Appeldoorn, a intenção é construir uma relação de longo prazo com o país, mantendo o Brasil como principal mercado da companhia.
“Não é uma operação de uma vez só para vir aqui e fazer isso. Queremos trazer isso para o Brasil.”