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GEPAM resgata pintassilgo usado como ‘isca’ para captura de aves silvestres em Mongaguá









Uma fêmea de pintassilgo (Sporagra magellanica) mantida em cativeiro ilegal foi resgatada pelo Grupo Especial de Proteção Ambiental (GEPAM), da Guarda Civil Municipal de Mongaguá, na tarde de domingo (27). A ave estava presa em uma gaiola com dois alçapões, pendurada em uma árvore na Avenida Agenor de Campos, e era utilizada como “chama” (isca) para atrair outros animais da mesma espécie.

A apreensão ocorreu por volta das 16h47, durante patrulhamento de fiscalização ambiental. O responsável pela armadilha não foi identificado no momento da abordagem. A gaiola foi apreendida e os guardas encaminharam a ave ao Parque Ecológico de Mongaguá para avaliação biológica.

No parque, o animal passou pelos cuidados do biólogo Daniel Monteiro Bortone, que analisou o comportamento e o estado de saúde do pássaro para definir o manejo adequado.

“Ela estava estressada, procurando a todo momento um local de fuga para sair da gaiola e de perto de nós. Não estava machucada e estava bem nutrida, características que mostram que, muito provavelmente, tinha sido capturada recentemente. Avaliamos a condição geral de saúde, o comportamento e a área de ocorrência para confirmar se a espécie é nativa da nossa região”, explicou o biólogo.

Como os exames apontaram que a fêmea ainda mantinha os hábitos selvagens intactos, a equipe técnica pôde autorizar o seu retorno imediato ao habitat natural.

“Se a ave foi capturada há poucos dias, é recomendado fazer a soltura imediata após a avaliação profissional. Se estivesse há mais tempo em cativeiro, precisaria de um processo de treinamento antes. Orientamos os guardas a fazerem a soltura em um local seguro, o mais próximo possível da ocorrência, pois essas aves conhecem a área onde habitam”, detalhou Bortone.

Após a emissão do laudo, a equipe do GEPAM levou o pintassilgo até uma área de preservação próxima e realizou a soltura, oficializada pelo Termo de Soltura e Destinação.

A apanha e a manutenção de animais da fauna silvestre em cativeiro sem autorização configuram crime ambiental, previsto no Artigo 29 da Lei Federal nº 9.605/98 e no Artigo 25 da Resolução SIMA 05/21. Denúncias de cativeiro ilegal ou armadilhas podem ser feitas diretamente à Guarda Civil Municipal pelo telefone 153.

 

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(Fotos: Prefeitura de Mongaguá) 

















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