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São Paulo celebra os 140 anos de Tarsila do Amaral, ícone máximo do Modernismo brasileiro

Para celebrar seu legado, o público pode conferir a exposição “Tarsila do Amaral e a Volta ao Clássico”, em cartaz no Palácio Boa Vista

Publicado em 01/09/2026 – 18:22

Com curadoria de Renata Rocco e Raquel Ruiz, a mostra reúne 16 obras da artista pertencentes ao Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

A artista Tarsila do Amaral faria 140 anos neste 1º de setembro. A trajetória dela está profundamente entrelaçada à história do estado de São Paulo, território que lhe serviu simultaneamente de matéria-prima e cenário para sua revolução estética. Para celebrar esse legado histórico, o público pode conferir gratuitamente a exposição “Tarsila do Amaral e a ‘Volta ao Clássico’”, em cartaz no Palácio Boa Vista, em Campos do Jordão (SP).

Com curadoria de Renata Rocco e Raquel Ruiz, a mostra reúne 16 obras da artista pertencentes ao Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo, cobrindo cinco décadas de sua rica produção — incluindo as famosas telas Operários (1933) e Religião Brasileira (1927). Inspirada em uma crônica homônima publicada por Tarsila em 1939, a exposição explora o diálogo contínuo entre tradição e modernidade, evidenciando fases que transitam pelo cubismo, surrealismo e sua marcante fase social. A visitação acontece até o dia 30 de setembro, com entrada franca e atendimento por ordem de chegada.

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Obra Santa Irapitinga do Segredo, pintada por Tarsila do Amaral em 1951 – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Infância

Sua infância, marcada pela atmosfera patriarcal do interior paulista, transcorreu na Fazenda São Bernardo, em Capivari — atual município de Rafard — e, posteriormente, na Fazenda Santa Teresa do Alto, em Mont Serrat. As histórias, memórias e paisagens dessas terras contribuíram para moldar a identidade visual de sua obra, que combinava as inovações técnicas das vanguardas europeias às narrativas e referências populares brasileiras.

Considerada musa e uma das mais marcantes expressões da mulher moderna, Tarsila teve sua célebre obra Abaporu como inspiração para Oswald de Andrade a redigir o célebre Manifesto Antropofágico. A partir desse marco, sua produção artística consolidou-se como uma das mais relevantes da pintura brasileira e projetou seu nome no cenário internacional.

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Exposição no Palácio Boa Vista – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Serviço

Tarsila do Amaral e a “Volta ao Clássico”
Período: Até dia 30 de setembro de 2026
Entrada: Gratuita
Local: Palácio Boa Vista, Avenida Adhemar de Barros, 3.001 – Alto da Boa Vista – Campos do Jordão/SP

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