O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta terça-feira (13), no encerramento da sessão no plenário, que a base do governo Lula (PT) já tem as assinaturas suficientes para apresentar o requerimento de calendário especial que permite votar a proposta que acaba com a escala 6×1 em dois turnos na quarta-feira (14).
Alcolumbre não detalhou quantos senadores aderiram ao requerimento, mas havia dito anteriormente que seriam necessários pelo menos 54. Pouco antes de sua fala, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que o número já passava de 40 e seguia crescendo.
“Eu informo a Vossas Excelências e ao Brasil que já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã”, afirmou Alcolumbre.
Na prática, o anúncio indica que a sessão de quarta deve seguir com a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) em dois turnos, em vez de apenas um.
Houve pressão da base governista e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para constranger a oposição e forçar a análise terminativa do projeto antes do segundo turno, em 25 de outubro.
Diante dessa cobrança, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que vai votar a favor do texto, embora defenda uma outra alternativa que remunera os trabalhadores proporcionalmente às horas trabalhadas.