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Braztoa anuncia O’Higgins, no Chile, como destino da convenção de 2027

Marina Figueiredo, presidente executiva da Braztoa (Beatriz do Vale/M&E)

BEJA – A Convenção Braztoa 2026 terminou com o anúncio de O’Higgins, no Chile, como destino anfitrião da próxima edição, prevista para a última semana de outubro de 2027. Durante o jantar de encerramento nesta quinta-feira (22), a presidente executiva da Braztoa, Marina Figueiredo, avaliou positivamente a primeira realização do encontro na Europa e destacou a participação de quase 80 pessoas na programação no Alentejo, em Portugal.

“Eu acho que a gente fica muito feliz de ter conseguido fazer essa primeira convenção na Europa com Portugal”, afirmou Marina. Segundo ela, a escolha também está alinhada à relevância do continente para os negócios das operadoras associadas. A Europa representa mais de um terço dos embarques e do faturamento dos operadores, enquanto Portugal foi o terceiro país mais vendido em 2025 e Lisboa, a cidade mais vendida naquele ano.

A executiva também destacou o perfil dos participantes desta edição. Para ela, além do número de pessoas, a diversidade das empresas presentes contribuiu para o resultado do encontro.

Leia também: “O maior legado é o empoderamento”, diz Fabiano Camargo ao encerrar mandato na presidência da Braztoa

Braztoa busca diversificar o portfólio das operadoras

Marina explicou que a convenção é um dos principais momentos de relacionamento entre a entidade e seus associados, porque permite reunir lideranças por vários dias, em vez de encontros pontuais dedicados a um único assunto.

“Para a Braztoa, é o nosso momento mais importante”, afirmou. A presidente executiva ressaltou que a convivência durante a programação favorece conversas e trocas que vão além das reuniões formais.

“Mais do que esses momentos, as trocas que acontecem, vocês acompanham, vocês sabem, durante um almoço, durante um transfer, uma visita, têm valor tão importante quanto as discussões que a gente faz.”

Na avaliação de Marina, a convenção também precisa atender às expectativas dos dois lados: os operadores, que buscam conhecer destinos com potencial de comercialização, e os anfitriões, que recebem profissionais capazes de ampliar a presença de seus produtos no mercado brasileiro.

Sobre a experiência no Alentejo, ela destacou a gastronomia, a cultura, a estrutura hoteleira e a identidade do território. A proposta, segundo a executiva, é permitir que os participantes conheçam o destino e compreendam suas possibilidades para desenvolver produtos turísticos.

Pós-tour amplia a experiência no destino

A Braztoa tem procurado incluir atividades de pré ou pós-tour nas convenções, sempre que possível. Marina citou experiências anteriores no Espírito Santo, na região das montanhas capixabas, e na Argentina, com uma extensão para Puerto Madryn, na região de Chubut. Em Córdoba, no ano passado, a programação foi conectada à feira FIT.

A principal dificuldade, segundo ela, é conciliar a agenda dos operadores, que precisam reservar mais dias para continuar a viagem. A extensão permite apresentar outras localidades além daquelas contempladas na programação principal.

“É uma forma que a gente tem de tentar contemplar um pouco mais de cidades e envolver mais a região”, explicou Marina. A iniciativa também atende ao interesse dos destinos em ampliar a exposição de seus atrativos para os profissionais brasileiros.

Critérios para escolher a próxima convenção

A definição do destino anfitrião começa pelo interesse em receber o evento, mas também considera a conectividade, a infraestrutura turística e o potencial comercial. A ideia é garantir que os operadores encontrem condições para transformar o conhecimento adquirido em produtos que possam entrar em seus portfólios.

“O destino tem que estar disposto, com vontade de receber”, afirmou Marina. Ela acrescentou que a conectividade é fundamental para viabilizar a participação dos convidados e que a região precisa ter estrutura adequada e experiências alinhadas ao mercado brasileiro.

A convenção tem um papel específico nesse processo porque reúne gestores e lideranças das operadoras, público que nem sempre participa de missões comerciais voltadas a equipes de produto e vendas. Como o encontro acontece uma vez por ano, receber a programação representa uma oportunidade de aproximação com esses profissionais.

O’Higgins recebe a convenção Braztoa em 2027

A próxima edição será realizada em O’Higgins, no Chile, na última semana de outubro de 2027. A escolha foi precedida por uma missão comercial à região em novembro de 2025, quando um grupo de operadores brasileiros conheceu o destino e identificou possibilidades de parceria.

“Foi um grupo pequeno de operadores que tiveram lá e, a partir de receber esse grupo, que eles gostaram bastante, viram bastante possibilidade de parceria, de oportunidades”, contou Marina. Depois da missão, as conversas avançaram até a definição da região como anfitriã da convenção.

O anúncio também acompanha a estratégia de apresentar aos operadores destinos que ainda não estejam consolidados no mercado brasileiro. Embora a Braztoa mantenha conversas com diferentes regiões, a entidade procura aproveitar a convenção para ampliar o conhecimento sobre lugares que podem entrar no portf ólio das empresas.

“Pensando no propósito da Braztoa, que é tentar pensar em novos destinos, diversificar, olhar para distribuição e para fluxo de turista”, explicou a executiva, ao falar sobre a escolha de regiões que ainda não estão no radar de parte dos operadores.

Vinho, gastronomia e natureza em O’Higgins

A programação da convenção de 2027 ainda será detalhada, mas a região tem possibilidades ligadas ao enoturismo, à gastronomia e à natureza. Marina mencionou a presença de vinícolas, o Vale de Colchagua, o litoral e as áreas próximas à Cordilheira dos Andes como elementos que podem compor a experiência dos participantes.

A definição do roteiro dependerá das conversas com os anfitriões e da organização da programação. A intenção é oferecer um conjunto diverso de experiências e permitir que os operadores conheçam diferentes aspectos da região.

Marina ressaltou que a escolha de destinos menos conhecidos não significa descartar lugares já consolidados. A entidade mantém diálogo com diferentes destinos, mas procura concentrar esforços, sempre que possível, naqueles que ainda têm espaço para ampliar a conexão com o mercado brasileiro.

“Se a gente consegue ficar dentro um pouco do nosso propósito, do nosso eixo de atuação, tentar ajudar no desenvolvimento”, afirmou. Para a presidente executiva, a convenção pode contribuir para diversificar a oferta turística das operadoras e aproximar o setor de novas oportunidades de negócios.

*O M&E viaja com proteção GTA

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