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Eleições no Brasil podem impulsionar procura por imóveis no exterior e planejamento migratório

Consultas sobre investimentos internacionais, dupla cidadania e estratégias de diversificação patrimonial ganham espaço entre brasileiros que buscam segurança jurídica e previsibilidade econômica

São Paulo, outubro de 2026 – “O cenário político brasileiro e os desdobramentos das eleições podem influenciar as decisões de brasileiros que avaliam morar no exterior, investir em outros países ou estruturar um planejamento patrimonial internacional”. Esta afirmação é de Bruno Boris, sócio do Bruno Boris Advogados. Segundo o especialista, a expectativa em relação aos rumos econômicos e institucionais do país tem levado parte desse público a considerar alternativas que ampliem a segurança jurídica, a proteção de ativos e a possibilidade de uma futura mudança de residência.
“Entre as movimentações observadas pelo mercado está o aumento das consultas de brasileiros interessados na aquisição de imóveis no exterior, especialmente em Portugal”, diz. A compra de propriedades fora do país é vista por alguns investidores como uma estratégia de longo prazo para diversificar o patrimônio, ampliar a exposição a moedas fortes e manter aberta a possibilidade de uma mudança definitiva no futuro.
Além do mercado imobiliário, os processos de reconhecimento de dupla cidadania, o planejamento migratório e a organização tributária internacional também integram as estratégias avaliadas por quem busca novas oportunidades fora do Brasil.
Os países europeus seguem entre os destinos de interesse, impulsionados, entre outros fatores, pela procura pelo reconhecimento das cidadanias italiana e portuguesa. Os Estados Unidos também aparecem no radar de brasileiros que consideram alternativas de residência por meio de vistos de investimento ou de transferência de profissionais qualificados.
De acordo com Boris, entre os fatores que influenciam essas decisões estão a busca por segurança, qualidade de vida, serviços públicos eficientes e menores índices de criminalidade. A previsibilidade econômica e a estabilidade institucional também podem pesar na escolha de um destino para viver, trabalhar ou investir.
O movimento, no entanto, não se restringe às pessoas que pretendem deixar o Brasil. Há também investidores interessados exclusivamente na diversificação patrimonial internacional, com o objetivo de distribuir seus ativos em diferentes mercados e moedas, reduzindo a concentração de riscos em um único país.
Nesse contexto, avalia o advogado, o resultado eleitoral pode funcionar como um dos elementos considerados no planejamento de famílias e investidores, embora decisões dessa natureza também dependam de fatores econômicos, profissionais, familiares e patrimoniais. “A avaliação de alternativas no exterior exige análise individualizada das regras migratórias, tributárias e imobiliárias de cada país”, alerta.
Vale lembrar, ainda, que este movimento exige, dependendo do país, uma  atençāo extra em relação a vistos, comprovação de renda e requisitos de como conseguir residência. “Na prática, as pessoas precisam buscar consultorias especializadas antes de adotar esta decisão”, conclui Boris.

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