O presidente do Chile, José Antonio Kast, decretou “zona de catástrofe” e estado de emergência na região metropolitana de Santiago, capital chilena, após tempestades atípicas causarem graves inundações e deslizamentos de terra. Impulsionado pelo fenômeno El Niño de alta intensidade, o volume de chuva registrado nos primeiros dias de outubro atingiu marcas inéditas tornando este o outubro mais chuvoso no país nos últimos 76 anos.
O governo confirmou pelo menos seis feridos na capital, incluindo uma criança de 1 ano que sofreu fraturas. Uma morte foi registrada na região Sul de Santiago, e peritos investigam se há nexo causal direto com o temporal.
A comuna de Las Condes, uma das áreas mais ricas da capital chilena, foi o epicentro do estrago causado pelo fenômeno El Niño. Uma forte enxurrada de água, lama e pedras desceu da região pré-cordilheira e arrastou dezenas de veículos, interditou rodovias principais e chegou a tombar um ônibus do transporte público.
Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão Entre no grupo
Segundo as autoridades locais, o solo da região já se encontrava completamente encharcado por frentes frias anteriores e a destruição da vegetação nativa por incêndios florestais no último verão reduziu a estabilidade do terreno.
Alerta vermelho do fenômeno El Niño e operações de resgate
Um alerta vermelho foi emitido pelo Senapred (Serviço Nacional de Prevenção e Resposta a Desastres) para dez municípios circundantes a Santiago devido ao risco iminente de novos movimentos de massa por conta do fenômeno El Niño.
Entre as áreas sob restrição máxima, estão San José de Maipo, Puente Alto, Pirque, La Florida, Peñalolén, La Reina, Las Condes, Lo Barnechea, Vitacura e Colina. Mais de mil pessoas foram evacuadas ou resgatadas de áreas de risco em uma operação conjunta envolvendo Exército, o Corpo de Bombeiros e os Carabineros.
Na comuna de Talagante, o Rio Mapocho transbordou e forçou a retirada preventiva de moradores da Ribera del Río após o curso d’água invadir o perímetro urbano.