A lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de tráfico de influência e intermediação de negócios junto ao governo federal, publicou nesta terça-feira (20) a imagem de uma suposta conversa em um grupo de WhatsApp intitulado “Frente Ampla”. Segundo ela, o material evidenciaria uma articulação de bastidor para descredibilizá-la publicamente.
No print compartilhado por Roberta nos Stories do Instagram, constam como supostos integrantes do grupo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o jornalista Afonso Borges. Na captura de tela, uma mensagem atribuída ao médico Gilberto Nucci afirma: “Nada é pior que Lulinha/Renata”. Em resposta, o ex-deputado federal e empresário Bebeto Haddad teria escrito: “Tem que desqualificar a Renata e dizer que o Lulinha não está condenado. Eduardo sim”.
Ao comentar a imagem, a lobista sustentou que os interlocutores teriam trocado seu nome na conversa. “Erraram meu nome, colocaram Renata. Mas a ideia é essa, me desqualificar”, escreveu. A publicação feita por Roberta, contudo, não comprova de forma autônoma a autenticidade das mensagens, a participação efetiva das autoridades citadas nem o contexto exato em que a interação teria ocorrido.
O vazamento do suposto chat ocorre um dia após a empresária publicar uma sequência de vídeos com desabafos direcionados a antigas aliadas da política de Brasília. Na segunda-feira (19), Roberta criticou mulheres que se apresentam como defensoras de pautas feministas, mas que teriam deixado de demonstrar solidariedade após a deflagração das investigações da Polícia Federal.
“Eu não tive nem a mão para segurar, quanto mais para largar”, declarou Roberta, afirmando que figuras que antes frequentavam sua casa semanalmente em busca de apoio financeiro e político agora a ignoram.
A lobista relatou ainda estar sofrendo ameaças e manifestou preocupação com a segurança de suas filhas. Ela ressaltou que é apenas investigada — não condenada pela Justiça — e prometeu continuar revelando bastidores do caso.
Embate direto com o Palácio do Planalto
As declarações de Roberta Luchsinger aprofundam a crise política no momento em que a Polícia Federal intensifica os pedidos de dilação de prazo no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar suas conexões com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A crise escalou após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter afirmado publicamente que não conhece a lobista pessoalmente. Em resposta, Roberta acusou o chefe do Executivo de mentir sobre a proximidade entre ela e o filho do presidente. As suspeitas que pesam contra os dois seguem sob apuração policial e não representam culpa formada.
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