Pouco mais de seis meses depois de lançar a Classic 650 no Brasil por R$ 34.490, a Royal Enfield traz uma versão comemorativa da mesma moto, a Classic 650 Hypershift 125th Anniversary Edition. A nova variante custará um valor meio salgado em relação à base: R$ 49.990 para cada uma das 75 unidades destinadas ao mercado brasileiro, dentro de uma produção global de 625 motos. As inscrições para intenção de compra começam nesta sexta-feira (16), às 5h30 no horário de Brasília.
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Inscrição não garante a moto
O processo tem duas etapas. Entre 16 e 26 de outubro, o interessado se cadastra pelo site da fabricante para manifestar intenção de compra. A venda em si só acontece no dia 26, uma segunda-feira, às 12h (de Brasília), quando quem se inscreveu pode voltar ao site para tentar a pré-reserva. Ou seja: o cadastro é só uma senha de entrada para a disputa pelas 75 unidades.
- O preço de R$ 49.990 inclui o frete até a concessionária escolhida pelo cliente.
Pintura que muda de cor é o principal diferencial

A edição recebe um acabamento batizado de Hypershift, que alterna entre tons de vermelho, verde e dourado conforme a incidência da luz, sobre uma base em tom de latão — referência, segundo a Royal Enfield, às primeiras motos produzidas pela marca em 1901. Completam o pacote o emblema dos 125 anos no topo do tanque, identificação específica nas tampas laterais e filetes pintados à mão.
Fora a pintura, a moto ganha banco revestido em couro, motor com acabamento em preto brilhante e escapamento e aros das rodas em preto fosco. O tanque em formato de gota e o farol embutido na carenagem nacelle seguem os mesmos da Classic 650 comum.
Mecânica é a mesma da versão de R$ 34.490
Nada muda no conjunto mecânico. Continua ali o bicilíndrico paralelo de 648 cm³ com 47 cv e 5,3 kgfm de torque, associado ao câmbio de seis marchas, a mesma base usada por Super Meteor 650, Shotgun 650 e Bear 650, com o ajuste da Classic voltado ao torque em baixas rotações.
O chassi também é o mesmo da Super Meteor e da Shotgun, assim como a posição de pilotagem intermediária entre as duas, com pedaleiras de recuo convencional e guidão em altura padrão. A versão comum pesa 243 kg, peso que pede atenção em manobras paradas, mas deixa de incomodar assim que a moto ganha velocidade.
Exclusividade custa R$ 15,5 mil
A edição comemorativa custa R$ 15.500 a mais que a Classic 650 de entrada, a Vallam Red, e R$ 14.500 a mais que a Black Chrome, a mais cara da linha, a R$ 35.490
Por esse valor, o comprador não leva nenhum equipamento, nenhum ganho de desempenho e nenhuma mudança de ciclística — leva pintura, acabamentos específicos e a numeração de uma série de 625 unidades.
É um preço que posiciona a Classic 650 comemorativa em outra faixa de mercado, e não no território de intermediárias acessíveis em que a Royal Enfield construiu sua reputação no Brasil.
Provavelmente a aposta da marca é que as 75 unidades se justifiquem pela raridade, e não pelo produto.
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