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TV 3.0 amplia possibilidades para o jornalismo imersivo – Jornal da USP

Para Deisy Feitosa, o jornalismo imersivo é capaz de gerar maior empatia e conexão com as histórias narradas. “Entendo que o maior benefício é causar um impacto maior do que normalmente tentamos causar. Muitas vezes, as pessoas já não se sentem impactadas por notícias que se repetem, que são pesadas. Às vezes, como forma de proteção, elas não se envolvem nem se deixam tocar pelo teor dessas mensagens. Tentamos utilizar a linguagem do vídeo em 360 graus para proporcionar essa sensação de imersão, como se a pessoa estivesse diante daquele personagem, do seu sofrimento e da sua história”, explica a jornalista.

No entanto, segundo Eduardo Acquarone, o jornalismo imersivo ainda enfrenta desafios para alcançar o grande público. “Um dos grandes problemas é que, geralmente, para ver esses vídeos, precisamos de aparelhos específicos, como óculos especiais. Você precisa estar no lugar certo, porque a forma de exibir tudo isso ainda é muito difícil e cara, o que dificulta o acesso.”

Para o professor Almir Almas, os documentários mostram para as redes de televisão que é possível fazer um novo tipo de jornalismo, mais imersivo e expressivo. “Nós não criamos a possibilidade da realidade virtual, que foi viabilizada pelas tecnologias desenvolvidas para isso”, diz Almas. “Mas nós usamos a realidade virtual para criar um conteúdo político, ético, poético, tecnológico, estético, bonito.”

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