Um avião da Delta Air Lines que fazia a rota entre Nova York, nos Estados Unidos, e Tel Aviv, em Israel, foi isolado na manhã desta terça-feira (13) após uma denúncia anônima sobre a possível presença de uma bomba a bordo.
Segundo a imprensa israelense, a Autoridade Aeroportuária de Israel informou que a aeronave foi encaminhada para uma área remota do Aeroporto Internacional Ben Gurion, depois que as autoridades receberam informações sobre um suposto dispositivo suspeito.
Os passageiros foram retirados do avião em segurança, enquanto equipes especializadas realizaram uma inspeção na aeronave.
Nenhum objeto suspeito foi encontrado, e o aeroporto retomou suas atividades normalmente após a conclusão dos procedimentos de segurança.
“O incidente terminou sem que fossem encontradas anomalias. As operações voltaram ao normal”, informou a autoridade aeroportuária.
Tentativa de ataque contra aeroporto de Israel
O alerta ocorre poucos dias depois de uma tentativa de sequestro de um avião da companhia Flydubai, que também tinha como destino o Aeroporto Ben Gurion.
O episódio aconteceu em 30 de setembro, quando o copiloto da aeronave, um cidadão de Omã, atacou o piloto com uma faca durante o voo.
De acordo com as autoridades dos Emirados Árabes Unidos, o homem pretendia assumir o controle do avião e lançá-lo contra o terminal de passageiros do aeroporto israelense, com o objetivo de provocar o maior número possível de mortes.
Em comunicado divulgado pela agência estatal WAM, o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o suspeito havia elaborado “um plano premeditado com objetivos terroristas”.
Segundo as investigações, a intenção era utilizar a aeronave em um ataque suicida contra o aeroporto, inspirado nos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
Israel reforça procedimentos de segurança na aviação
Após a tentativa de ataque envolvendo o avião da Flydubai, Israel decidiu rever seus protocolos de segurança na aviação civil.
Segundo o jornal Jerusalem Post, as autoridades israelenses anunciaram uma “mudança significativa” nos procedimentos de fiscalização e supervisão da segurança aérea, levando em consideração o incidente de 30 de setembro.
Três anos após o ataque de 7 de outubro de 2023, o plano de paz mediado pelos Estados Unidos segue sem avançar na Faixa de Gaza. Relatório da ONU aponta bombardeios diários, enquanto especialistas destacam a crise humanitária e os obstáculos para a reconstrução do território
Agência Brasil | 11:45 – 07/10/2026