• Home
  • 2026
  • outubro
  • Wi-Fi público pode ser uma armadilha: 7 dicas para proteger seus dados e evitar golpes digitais

Wi-Fi público pode ser uma armadilha: 7 dicas para proteger seus dados e evitar golpes digitais

Redes gratuitas em aeroportos, shoppings e cafeterias podem facilitar a vida, mas também abrir caminho para fraudes. Especialista da SPS Group explica os principais riscos e como navegar com mais segurança

A possibilidade de acessar a internet gratuitamente em qualquer lugar parece uma vantagem, especialmente em uma cidade movimentada como o Rio de Janeiro. Basta encontrar uma rede disponível, conectar o celular e continuar a rotina. O problema é que essa facilidade pode expor informações pessoais, senhas e até dados bancários quando a conexão não oferece proteção adequada.

 

O alerta ganha relevância diante do crescimento das ameaças digitais. Um levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky, divulgado em agosto de 2026, identificou que o Rio de Janeiro concentrou 20% dos incidentes analisados em instituições privadas de ensino no Brasil, entre janeiro de 2025 e junho de 2026. O estudo também apontou que ataques de ransomware representaram 60% dos casos examinados. Embora os números não sejam específicos sobre Wi-Fi público, ajudam a dimensionar a importância da segurança digital no estado.

 

Para Marcos Leite, consultor executivo da SPS Group, especialista em sistemas ERP e transformação digital, a principal preocupação está no uso de conexões desconhecidas para atividades que envolvem informações sensíveis. Segundo ele, a praticidade de uma rede gratuita não deve se sobrepor à proteção dos dados.

 

  1. Evite acessar aplicativos bancários em redes públicas

 

Consultar o saldo, realizar um Pix ou pagar uma conta enquanto espera um atendimento pode parecer inofensivo. Entretanto, quando a origem da conexão não é confiável, o usuário pode ficar mais exposto a páginas fraudulentas e tentativas de roubo de informações. Mesmo com os mecanismos de proteção dos aplicativos bancários, o ideal é evitar riscos desnecessários.

 

“A nossa recomendação é que não se façam compras nem se acessem dados bancários em redes públicas. O ideal é utilizar a conexão da operadora de dados, a rede de casa ou uma rede corporativa confiável”, orienta Marcos Leite, consultor executivo da SPS Group.

 

  1. Desconfie de redes com nomes semelhantes aos de estabelecimentos

 

Uma das estratégias utilizadas por criminosos é criar pontos de acesso falsos com nomes parecidos aos de restaurantes, hotéis e cafeterias. O objetivo é fazer com que o usuário acredite estar utilizando uma conexão legítima, quando, na realidade, está acessando uma rede controlada por terceiros.

 

Antes de se conectar, confirme com um funcionário o nome correto da rede. Também é importante desconfiar de páginas que exigem dados pessoais excessivos, senhas bancárias ou informações de cartões apenas para liberar o acesso à internet.

 

  1. Prefira a internet móvel para realizar compras online

 

Promoções, aplicativos de delivery e plataformas de comércio eletrônico fazem parte da rotina digital. No entanto, finalizar uma compra em uma rede desconhecida pode aumentar a exposição a golpes, principalmente quando o usuário é direcionado a páginas falsas que imitam lojas conhecidas.

 

A recomendação de Marcos Leite, da SPS Group, é priorizar a conexão da operadora de telefonia ou uma rede privada confiável. Também vale conferir o endereço do site, utilizar aplicativos oficiais e evitar informar dados financeiros em links recebidos por mensagens suspeitas.

 

  1. Não confie apenas na VPN para garantir sua segurança

 

As redes privadas virtuais, conhecidas como VPNs, ajudam a proteger o tráfego de informações por meio de criptografia. Entretanto, a tecnologia não elimina todos os riscos, especialmente quando o dispositivo está conectado a uma rede desconhecida ou quando o serviço não está configurado corretamente.

 

“Uma VPN pode trazer mais segurança para a conexão, mas, antes de estabelecer esse túnel protegido, o dispositivo já precisou se conectar à rede pública. Nesse intervalo, pode existir alguma vulnerabilidade. Por isso, nossa recomendação continua sendo evitar essas redes quando houver necessidade de acessar informações sensíveis”, explica Marcos Leite, consultor executivo da SPS Group.

 

Uma VPN confiável, configurada para iniciar automaticamente e bloquear tráfego desprotegido, pode reduzir essa exposição. Ainda assim, ela não protege contra todos os tipos de fraude, como páginas falsas e tentativas de manipular o usuário para obter senhas.

 

  1. Desative a conexão automática do celular

 

Muitos smartphones possuem recursos que permitem conectar automaticamente a redes Wi-Fi já utilizadas. Embora a função seja prática, ela pode aumentar a exposição quando o aparelho encontra uma rede falsa com o mesmo nome de uma conexão anteriormente salva.

 

Revisar as redes armazenadas, desativar a conexão automática em locais públicos e remover pontos de acesso desconhecidos são atitudes simples que ajudam a reduzir riscos. O cuidado é especialmente importante para quem costuma trabalhar em diferentes ambientes ao longo do dia.

 

  1. Proteja também os dados da empresa

 

Os riscos não se limitam às informações pessoais. Funcionários que utilizam redes públicas para acessar e-mails corporativos, documentos internos e sistemas empresariais podem colocar dados profissionais em situação de vulnerabilidade, especialmente quando os dispositivos não seguem políticas adequadas de segurança.

 

Para empresas, a prevenção envolve autenticação multifator, atualização de equipamentos, controle de acessos e orientação aos colaboradores. A proteção das informações deve fazer parte dos processos internos, principalmente em organizações que adotam trabalho remoto ou híbrido.

 

  1. Mantenha o celular atualizado e redobre a atenção aos links

 

Um dispositivo desatualizado pode apresentar falhas de segurança que facilitam a exploração de vulnerabilidades. Por isso, manter o sistema operacional e os aplicativos atualizados é uma medida importante, independentemente da rede utilizada.

 

Também é fundamental desconfiar de mensagens que solicitam códigos de autenticação, senhas ou dados financeiros. Muitos golpes dependem mais da manipulação do usuário do que de uma invasão técnica. A combinação entre atenção, configurações adequadas e conexões confiáveis oferece uma proteção mais consistente.

 

A facilidade de encontrar internet gratuita não significa que toda rede disponível seja segura. Em um cenário de crescente digitalização dos serviços, saber identificar riscos e adotar hábitos preventivos tornou-se uma necessidade tanto para consumidores quanto para empresas. Afinal, alguns minutos de conveniência não compensam as consequências de ter informações pessoais ou profissionais comprometidas.

VEJA MAIS

Câmara de Arujá divulga cronograma de análise da LOA 2027: prazo para sugestões da população segue até 28/10

Agenda divulgada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária prevê 1ª discussão e votação para…

Diretores da AMB participam do 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro – AMB

O Dr. Rômulo Capello, diretor cultural da Associação Médica Brasileira (AMB); o Dr. Florisval Meinão,…

Programa Jaguar, da Prefeitura de Guararema, tem vagas para curso de Auxiliar de Produção

Formação gratuita em parceria com o Senai é voltada a jovens de 18 a 22…