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5 situações que tornam o carro elétrico um ótimo negócio (além do hype)

O carro elétrico está em alta. E muito desse sucesso está no preço tentador, que muitas vezes é inferior a um modelo a combustão. A mágica neste preço está nas importações chinesas, em que os carros são montados com custos bem menores que os praticados no Brasil. Com preço agressivo e muita tecnologia, o carro elétrico se tornou um objeto de desejo e passou permear o imaginário do consumidor que busca menor custo de deslocamento e manutenção.

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E o carro elétrico pode ser literalmente um “negócio da China” se combinar alguns fatores, que realmente fazem dele uma boa escolha e não apenas um desejo guiado por uma tendência de consumo. Confira se seu caso se encaixa em algumas destas situações.

1. Carro elétrico para quem roda muito na cidade e enfrenta trânsito

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Ambiente urbano é ideal para o carro elétrico, principalmente quando trafega em baixa velocidade e as desacelerações ajudam a regenerar carga (Foto: BYD | Divulgação)

O carro elétrico tem uma vantagem importante no uso urbano intenso. Em congestionamentos, o motor elétrico não precisa permanecer funcionando da mesma maneira que um motor a combustão. Além disso, a recuperação de energia nas desacelerações e frenagens ajuda a aproveitar parte da energia que seria perdida em um carro convencional.

Esse cenário é especialmente interessante para quem enfrenta diariamente trânsito pesado, semáforos e deslocamentos curtos. É justamente o tipo de utilização considerado severo para motores a combustão, que envolve mais ciclos de funcionamento, partidas e períodos de baixa velocidade. No elétrico, a simplicidade do conjunto motriz reduz a quantidade de componentes submetidos a esse tipo de desgaste. Ou seja, engarrafamento faz bem para o elétrico e muito mal para o motor a combustão.

2. Carro elétrico se há facilidade de instalar carregador em casa

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Recarregar o carro em casa é o melhor dos mundos para quem tem um carro elétrico (Foto: ABB | Divulgação)

A possibilidade de carregar o carro durante a noite é um dos principais fatores que transformam o elétrico em uma alternativa econômica. O investimento inicial para instalar uma wallbox residencial varia conforme a infraestrutura elétrica do imóvel e pode ficar na faixa de alguns milhares de reais.

Em São Paulo, considerando um carro elétrico com consumo de 15 kWh/100 km e uma tarifa residencial de referência de aproximadamente R$ 0,85 por kWh, o custo energético fica perto de R$ 12,75 a cada 100 km, ou R$ 0,13 por quilômetro.

Para comparação, um carro que faça 12 km/l com gasolina a R$ 6,34 por litro custa aproximadamente R$ 52,83 a cada 100 km. Com etanol a R$ 3,69 por litro e consumo de 8,5 km/l, o custo fica em torno de R$ 43,41 por 100 km.

Os valores são referências e variam conforme o consumo do veículo, a tarifa de energia, o preço dos combustíveis e as condições de trânsito. Ainda assim, a diferença mostra por que o elétrico ganha vantagem para quem roda muitos quilômetros e consegue fazer a maior parte das recargas em casa.

Caso não seja possível instalar um carregador em casa, grandes centros urbanos, como a capital paulista conta com pontos de recarga, com valores em que o quilowatt custa até R$ 2. Ainda sim é mais barato que pedir para o frentista abastecer.

3. Quando a manutenção pesa no orçamento

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Carros elétricos têm menos itens de desgaste que os automóveis a combustão (Foto: Shutterstock)

O motor elétrico tem menos componentes mecânicos sujeitos a desgaste. Não há óleo do motor, velas de ignição, correias associadas ao motor, sistema de escapamento, embreagem ou uma transmissão convencional com diversas engrenagens. A frenagem regenerativa também reduz o trabalho dos freios convencionais, contribuindo para maior durabilidade de pastilhas e discos.

Isso não significa manutenção inexistente. Pneus, suspensão, freios, filtros de cabine e componentes eletrônicos continuam sujeitos a desgaste. Ele também conta com fluidos de refrigeração que devem ser substituídos de acordo com o manual do proprietário. Nas revisões periódicas, porém, o conjunto elétrico tende a exigir menos operações que um automóvel movido exclusivamente por motor a combustão.

4. Carro elétrico para quem circula diariamente em cidades com rodízio

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A cidade de São Paulo tem a maior frota circulante do país e impõe rodízio para dar vazão ao tráfego nos horários de pico  (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Para quem mora ou trabalha na capital paulista (a única cidade com rodízio de circulação), existe ainda um benefício que não aparece na etiqueta de preço: o carro elétrico está entre os veículos que podem circular mesmo em horários de restrição, de acordo com o fim da placa.

A legislação paulistana prevê isenção do rodízio para veículos movidos por propulsão elétrica, hidrogênio ou determinados sistemas híbridos. Na prática, isso pode representar economia de tempo e facilitar a rotina de quem depende do automóvel todos os dias.

Um motorista que teria de deixar o carro em casa em determinado dia da semana pode continuar utilizando o elétrico, inclusive nos horários de restrição do rodízio.

5. Quando o estado oferece isenção ou desconto de IPVA

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A maioria dos estados oferecem algum tipo de benefício tributário para carros elétricos ou híbridos (Foto: Arquivo AutoPapo)

O último fator é tributário e pode mudar bastante a conta dependendo de onde o veículo é emplacado. Em 2026, 17 estados e o Distrito Federal oferecem algum tipo de benefício para veículos elétricos ou híbridos, mas as regras são diferentes entre si.

Para os veículos 100% elétricos, há isenção total em alguns locais, enquanto outros adotam limite de preço, isenção apenas no primeiro ano ou alíquota reduzida.

Entre os estados com algum tipo de benefício para elétricos estão

  • Acre (AC) — isenção total do IPVA para veículos elétricos.
  • Alagoas (AL) — isenção no primeiro ano para veículos elétricos novos. A partir dos anos seguintes, há cobrança de IPVA.
  • Amapá (AP) — isenção para veículos elétricos, conforme as regras estaduais vigentes.
  • Bahia (BA) — isenção total para veículos 100% elétricos com valor de até R$ 300 mil.
  • Ceará (CE) — não há isenção integral. Os veículos elétricos têm alíquota reduzida para 2%.
  • Distrito Federal (DF) — isenção de 100% para veículos elétricos, conforme as condições locais.
  • Maranhão (MA) — isenção total para veículos 100% elétricos, condicionada às regras estaduais, incluindo aquisição em concessionária localizada no estado.
  • Mato Grosso do Sul (MS) — isenção no primeiro ano para veículos elétricos novos. Nos anos seguintes, há desconto de 70% no IPVA.
  • Minas Gerais (MG) — isenção para veículos elétricos novos produzidos em Minas Gerais.
  • Pará (PA) — isenção total para veículos elétricos com valor de até R$ 150 mil.
  • Paraíba (PB) — isenção total para veículos 100% elétricos.
  • Pernambuco (PE) — isenção total para veículos 100% elétricos.
  • Piauí (PI) — não há isenção integral. Veículos elétricos pagam alíquota de 1%.
  • Rio de Janeiro (RJ) — não há isenção integral. Veículos elétricos pagam alíquota reduzida de 0,5%.
  • Rio Grande do Norte (RN) — isenção total para veículos 100% elétricos.
  • Rio Grande do Sul (RS) — isenção total para veículos 100% elétricos.
  • São Paulo (SP) — não há benefício estadual de IPVA para carros 100% elétricos. A isenção estadual é direcionada a determinados veículos híbridos.
  • Tocantins (TO) — isenção de 100% no primeiro IPVA para carros elétricos e híbridos adquiridos dentro das condições estabelecidas pelo estado.

Assim, o carro elétrico tende a fazer mais sentido financeiro quando reúne pelo menos duas condições: roda bastante na cidade e pode ser carregado em casa. Em estados que oferecem isenção integral de IPVA, a conta fica ainda mais favorável. Mas antes de fechar negócio, o consumidor ainda precisa considerar o preço de compra, seguro, depreciação e o custo de instalação do carregador. E claro, um improvável, mas não raro, dano da bateria.

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